Em 1970 a Grande Vitória tinha um população na faixa de 530 mil habitantes. Em 2010 chegamos a 1,7 milhão. Hoje devemos estar um pouco além. 40 anos para uma concentração humana descomunal.
A concentração humana não foi acompanhada pela construção de uma infra-estrutura mínima. A maior parte do contingente que foi chegando, foi ocupar a periferia em condições deploráveis. O crescimento populacional foi alimentado em parte pela erradicação e desorganização do interior, em parte pela chegada dos grandes projetos de eucaliptos e pela política de industrialização da Grande Vitória. A propaganda trouxe muita gente, mas
muita gente veio empurrada.
Este cenário de 70 até hoje nunca foi debatido com a população. Ele sempre foi decidido pelos mesmos que mandavam na nossa política. Os mesmos grupos.
Enquanto a periferia crescia, mas não incomodava, tudo corria muito bem. Hoje a realidade vai mudando, como o Brasil mudou, a periferia que sofre com os problemas ambientais causadas por chuva fora do normal, pode vir para rua reclamar.
No interior as populações urbanas das suas cidades também cresceram muito. Mas o crescimento se deu em áreas perto dos rios, aliás o Brasil tem sido construído assim mesmo: jogando o lixo no rio e fazendo o seu estrangulamento e mais adiante vem o desastre, como o deste final de 2013.
Debater o problema que aflinge milhares de pessoas é vital.
Debater o nosso passado é também da mesma forma vital.
Todos querem grandes e potentes industrias, mas elas chegam com muita gente e com problemas futuros.
Quem vai pagar a conta?
A concentração humana não foi acompanhada pela construção de uma infra-estrutura mínima. A maior parte do contingente que foi chegando, foi ocupar a periferia em condições deploráveis. O crescimento populacional foi alimentado em parte pela erradicação e desorganização do interior, em parte pela chegada dos grandes projetos de eucaliptos e pela política de industrialização da Grande Vitória. A propaganda trouxe muita gente, mas
muita gente veio empurrada.
Este cenário de 70 até hoje nunca foi debatido com a população. Ele sempre foi decidido pelos mesmos que mandavam na nossa política. Os mesmos grupos.
Enquanto a periferia crescia, mas não incomodava, tudo corria muito bem. Hoje a realidade vai mudando, como o Brasil mudou, a periferia que sofre com os problemas ambientais causadas por chuva fora do normal, pode vir para rua reclamar.
No interior as populações urbanas das suas cidades também cresceram muito. Mas o crescimento se deu em áreas perto dos rios, aliás o Brasil tem sido construído assim mesmo: jogando o lixo no rio e fazendo o seu estrangulamento e mais adiante vem o desastre, como o deste final de 2013.
Debater o problema que aflinge milhares de pessoas é vital.
Debater o nosso passado é também da mesma forma vital.
Todos querem grandes e potentes industrias, mas elas chegam com muita gente e com problemas futuros.
Quem vai pagar a conta?
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