
05/11/2013 - Discutir e debater a realidade, os desafios e as novas tecnologias serão os objetivos dos produtores e lideranças rurais em busca de melhorias para o setor agrícola do município de Colatina, no I Fórum de Produtores Rurais, que vai acontecer no dia 11, no auditório da Diocese, situado no centro da cidade.
Será um evento de extrema importância para empresários e gerentes rurais, porque vai abordar, de um modo geral, os conceitos e aplicações de instrumentos de gestão operacional do agronegócio.
Na programação, serão três palestras com debates e abertura de perguntas dos participantes; e em seguida, depoimentos de experiências de quem vive a realidade do campo, que acreditam nele e não querem partir para as cidades, perdendo qualidade de vida. Lidam com as situações cotidianas de chuva e de seca e com muitas dificuldades, porém acreditam nos avanços com mais investimentos e a utilização de equipamentos modernos que aumentem as diversas culturas que são suas fontes de renda.
A recepção e o credenciamento do evento serão às 8 horas. Em seguida, a solenidade da abertura oficial, que será marcada pela palestra sobre “Os desafios de viver no campo”, do deputado federal, César Colnago.
“Gestão da propriedade rural moderna”, será o tema da palestra que será apresentada pelo consultor de Projeto de Indicação Geográfica, do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Micro Empresa), Anselmo Buss Júnior.
Ele falará sobre a importância do produtor rural estar sempre atualizado, da liderança da comunicação e da capacitação para gerir um negócio, dos conhecimentos específicos e da visão de mercado. Também do aprimoramento de técnicas de planejamento, de organização, direção e controle da propriedade, utilizando ferramentas na produção, de acordo com cada negócio, busca por qualidade, finanças e recursos humanos da empresa rural. E de sempre procurar contar com consultorias individuais para cada empreendimento, e da elaboração de planos para a implantação e consolidação das ferramentas de gestão.
A terceira palestra será sobre “Panorama da agropecuária para os próximos anos no Estado do Espírito Santo”, pelo deputado estadual, Genivaldo Lievore.
Espírito Santo
De acordo com o Incaper (Instituto Capixaba de Assistência Técnica e Extensão Rural), a agricultura é a mais dinâmica atividade econômica para cerca de 80% dos municípios capixabas. Os negócios respondem hoje por 30% do PIB (Produto Interno Bruto) Estadual e absorvem aproximadamente 40% da população economicamente ativa, 28% diretamente ligados á produção.
O agronegócio chegou a produzir em 2000 cerca de 6,5 bilhões de reais, em termos de valor agregado. Em 2002, foi ainda o grande responsável pelo saldo positivo da Balança Comercial do Espírito Santo. Do saldo global de U$ 569,4 milhões, 88% (U$ 498,7 milhões) foram devidos ao setor (predomínio do café e pasta de celulose).
No cenário nacional, aparece como o segundo produtor de café do país, o primeiro em café robusta – Conilon. Também o segundo e maior exportador de mamão Papaia do país. Em primeiro lugar na produção de coco anão. Nos últimos anos, tem sido destaque no Brasil e no exterior na produção de cafés especiais.
Conforme dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), são 96.650 imóveis rurais no estado, 77% deles, familiares (220 mil agricultores). Um enorme contingente, que detém 40% da área e gera 36% do valor da produção rural. Os 92% das propriedades estão na faixa de até 100 hectares. Cerca de 81% têm dimensão menor que 50 hectares.
A grande maioria das propriedades, 51,30% (49.579) possui de 10 a 50 hectares. Em seguida vêm as de 5 a 10 hectares, 16,83% (16.267); até 5 hectares, 12,82% (12.389) ; 50 a 100 hectares, 11,29% (10.907). De 100 a 500, são 6.785 (7,02%). São 723 com área de 500 a até 50 mil.
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