segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Aluna com deficiência vence limitações e emociona mãe e professoras em Caratoíra - VITÓRIA


Divulgação Seme
Aluna Camila Cmei Sinclair
Bermuda jeans com enchimento auxiliou a estudante Camila Collodetti a ter uma postura mais firme e conseguir sentar sozinha
Divulgação Seme
Aluna Camila Cmei Sinclair
Camila já se alimenta sem a sonda gástrica com a ajuda da professora Cleuzimar Mendes
"Perceber o quanto ela é querida e paparicada pelos alunos e professores deste Cmei é fundamental para o desenvolvimento e melhorias da saúde de minha filha. Sou totalmente satisfeita com todo o trabalho e dedicação desses profissionais que participam da evolução da Camila".
A declaração emocionada é de Rosimeire Collodetti, mãe de Camila Collodetti, aluna do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Sinclair Phillips, em Caratoíra. A menina, de apenas 4 anos, possui a Síndrome de Edwards, conhecida como Trissomia e caracterizada por malformações congênitas múltiplas e retardamento mental.
Trata-se de uma deficiência que limita a menina em diversas atividades. Camila chegou ao Cmei sem andar, sem falar e com uma sonda gástrica para alimentação. A professora Cleuzimar Mendes Gouveia, que há 17 anos trabalha com educação especial, foi designada para atender a aluna e aceitou a tarefa com muita dedicação.
Desenvolvendo um trabalho de tecnologia assistida e com cursos que a própria Prefeitura de Vitória oferece, a professora Cleuzimar adaptou meios que proporcionaram a Camila sentar e ficar em pé apoiada sozinha. Hoje, para surpresa e comoção dos pais, ela já se alimenta sem a sonda gástrica e tenta pronunciar as primeiras palavras.
"Aluna nossa há dois anos, Camila é especial porque, além de aprender todas as rotinas da creche, evolui extraordinariamente no seu aprendizado e nos ensina que os limites podem e devem ser superados", disse a diretora do Cmei, Clovileia de Souza Biluca.
"A inclusão social faz parte do processo de educação escolar do Cmei, que, com alunos mais do que especiais e com uma estrutura adequada para recebê-los, desenvolve um trabalho de comprometimento que vai além de critérios básicos exigidos na educação, para atender crianças que necessitam de mais atenção e cuidado", completou a diretora.
Cleuzimar acredita que o convívio diário do aluno especial com outras crianças de mesma faixa etária e o envolvimento total dos pais são fundamentais para a evolução da criança. "Os desafios da educação se ampliam com casos mais delicados e desconhecidos pela maioria da sociedade, mas que existe um processo de superação e conquistas surpreendentes com o desenvolvimento do aluno com deficiência quando ele está inserido no meio social", contou a professora Cleuzimar Mendes Gouveia.

Baixa visão

O pequeno Isaque Correa Andrade, de apenas 5 anos, tem baixa visão e é também um exemplo de evolução no aprendizado e regressão das limitações. "Esse sucesso se dá com o acompanhamento de professores especializados em todo o tempo de permanência desses alunos na escola, acompanhando e estimulando o desenvolvimento sócio-educacional”, disse a diretora Clovileia.
Maria da Penha Correa Andrade, professora e mãe do Isaque, explica que, por conta de uma catarata congênita, Isaque precisa utilizar óculos com lentes de 14 graus. E elogia a supervisão que é dispensada ao menino. "Esse atendimento auxilia consideravelmente na coordenação motora do Isaque, uma vez que a dificuldade de enxergar o limita nos movimentos rotineiros", explicou.
A diretora reforça que ter alunos com necessidades especiais no Cmei Sinclair Phillips ultrapassa as fronteiras do aprendizado exigido pelo plano pedagógico. "Com eles, as outras crianças despertam o comportamento da solidariedade e já descobrem que os limites do outro podem ser superados com o respeito mútuo e o convívio social. É muito gratificante receber esse tipo de desafio e descobrir que somos capazes de superá-los", disse Clovileia.
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Aluna Camila Cmei Sinclair
Convívio com alunos e professoras do Cmei Sinclair Phillips contribuem para o desenvolvimento da pequena Camila
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Aluno visão Cmei Sinclair
Isaque Correa, ao lado da sua mãe, Maria da Penha, também superou os problemas na visão e na coordenação motora com a ajuda da escola

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