Divulgação Seme

Professora Adelaide Groner e alunos do Cmei Ana Maria Chaves de Colares usaram trajes típicos do Nordeste durante a execução do projeto
Que tal viajar em um país repleto de maravilhas e aprender um pouco mais da cultura diversificada dos quatro cantos do Brasil? Essa é a ideia proposta pela professora Adelaide Groner Maia Ignácio, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Ana Maria Chaves Colares, em Jardim Camburi, ao adaptar para a cultura brasileira a famosa história da personagem principal do livro "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll.
Tudo começou depois que a professora exibiu no Cmei o filme homônimo produzido pelos estúdios Disney. As crianças demonstraram tanto interesse pela história que Adelaide resolveu introduzir também o livro no dia a dia dos pequenos, sempre relacionando os capítulos às cenas do filme, durante dinâmicas dentro de sala de aula.
Mas se restringir a uma história fixa não foi o suficiente para a professora. Assim, tirar Alice daquele país lúdico e fazê-la saltar das páginas do livro para guiá-la numa viagem a um país multicultural como o Brasil foi fácil.
"Como na história ela explora os mais diversos lugares, explanei para as crianças um pouco mais de toda a cultura do Brasil. Alice cai num buraco e, de repente, está no Nordeste, aprendendo sobre ritmos musicais tais quais baião e xote; a história do compositor pernambucano Luiz Gonzaga e ainda faz uma releitura sobre os quadros de Tarsila do Amaral. O projeto foi criado para que todos esses detalhes fossem explorados pelas crianças, fazendo um grande resgate da beleza cultural deste país que é o Brasil", contou Adelaide.
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Crianças confeccionam peças dos mais diversos ícones da cultura nordestina
Além da abordagem educacional, as crianças confeccionam peças dos mais diversos ícones da cultura do estado abordado. Esculturas, pinturas e desenhos são produzidos junto de livros personalizados em que releituras, cordel, rimas e até mesmo fantoches são incluídos, nos quais descrevem toda a trajetória da turma com o projeto. Some-se a isso o fato de que os personagens são trabalhados com características físicas completamente diferentes de Alice, expondo as diferenças de cada um e, desde cedo, ensinando o respeito ao próximo.
Os personagens conversam com as crianças por meio de recados, com vistas a estimular a criatividade dos alunos. A professora certifica que o auxílio da família é fundamental. "A interação com a família é dada a partir da 'maleta viajante', que contém materiais impressos e um pouco da cultura abordada na semana, e que é levada para casa para que os pais possam continuar o trabalho iniciado na sala de aula", explicou Adelaide.
"Alice adora viajar. Já visitou a Bahia e Pernambuco, onde conheceu a capoeira e o frevo. O próximo lugar a ser visitado será o Espírito Santo", garantiu a professora.
Com edição de Matheus Thebaldi
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