Divulgação Semmam

Fiscais da Semmam apreendem moluscos que estavam sendo capturados de forma irregular na Ilha do Lameirão
A equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) apreendeu mil dúzias do molusco conhecido como lambreta na noite desta terça-feira (22). Eles estavam sendo catados de forma irregular na Estação Ecológica Municipal Ilha do Lameirão (EEML).
Nesta quarta-feira (23), fiscais e técnicos das Gerências de Fiscalização e Monitoramento estão na Ilha do Lameirão fazendo a soltura dos moluscos, mas, antes de voltarem ao seu ambiente natural, passam por medição e pesagem.
A lambreta ou amêijoa (Lucina pectinata) é um molusco com duas conchas, muito apreciada na culinária baiana, mas não utilizada na culinária capixaba, o que leva o mangue de Vitória a ser um grande banco dessa espécie
O secretário municipal de Meio Ambiente, Cleber Guerra, ressaltou que a ação de fiscalização da cata irregular das lambretas vinha sendo intensificada há alguns meses, desde a denúncia de que catadores estavam agindo de forma irregular, prejudicando assim o ambiente do mangue de Vitória.
Nesta terça-feira (22), ao fazerem a fiscalização embarcada, os fiscais encontraram um barco já carregado com vários sacos do molusco, fazendo a apreensão. Quem estava na embarcação conseguiu escapar por terra.
Os fiscais da Semmam perceberam que um outro barco se aproximava e ficaram de tocaia esperando-o chegar. Enquanto descarregavam os sacos em uma casa próxima ao ponto final de ônibus de Maria Ortiz, que estavam com a indicação de ser de cebolas, a coordenadora da fiscalização, Priscila Ligia Alvarino, ligou para a Polícia Ambiental, que pegou em flagrante quatro das seis pessoas, provenientes da Bahia. Elas foram encaminhadas para a Delegacia de Polícia de Maruípe, acusadas de crime ambiental.
Agressão ao mangue
Divulgação Semmam

Sacos com os moluscos estavam sendo guardados em uma casa de Maria Ortiz
Em maio, os fiscais da Semmam apreenderam 900 dúzias desses moluscos, divididos em 50 sacos. Na época, os catadores irregulares não foram presos, mas o secretário Cleber Guerra repassou a descrição do carro e a placa à Polícia Rodoviária Federal para fazer as ações de investigação necessárias.
Priscila Ligia explica que a cata de mariscos ou moluscos no mangue de Vitória só pode ser feita pelas comunidades tradicionais, como catadores e marisqueiros. Os catadores irregulares estavam atuando principalmente em Santo André e Maria Ortiz.
A administradora a EEMIL, Andréia Campos Rocha, disse que, além da retirada irregular dos moluscos, a forma como os baianos realizam a cata é uma agressão ao mangue. "Eles fazem a retirada com enxadas, sem nenhum cuidado com a preservação do mangue".
Com edição de Matheus Thebaldi
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