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Crianças do Cmei Nelcy da Silva Braga recolheram brinquedos para doar aos pequenos que frequentam o Núcleo Brincarte de Resistência
Na semana da criança, 50 alunos com idade entre 4 e 5 anos do turno matutino do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Nelcy da Silva Braga, em São Cristóvão, dão lições de generosidade. Segundo fabricantes de brinquedos, no Brasil, cada criança ganha oito brinquedos por ano, em média, o que significa que algumas recebem mais do que isso, outras menos, e há também as que não ganham nenhum.
Pensando exatamente nestas, esta semana é diferente para as crianças do tempo integral que no contraturno frequentam o Núcleo Brincarte de Resistência. Sendo assim, nesta quarta-feira (9), às 8 horas, as crianças que aprenderam a praticar o desapego vão ao local doar 164 brinquedos que estavam esquecidos em caixas e prateleiras e que agora podem significar muita diversão para outros pequenos.
Como parte das atividades, as crianças percorreram sala por sala do Cmei, mostraram o que aprenderam ao pedir para que os colegas dessem de presente os brinquedos que não usam mais. Eles fizeram os bilhetes, os cartazes, passaram nas salas, recolheram, organizaram os brinquedos e fizeram os pacotes. E agora várias crianças poderão se divertir com um brinquedo que continua tendo utilidade.
Incentivar a solidariedade e promover a conscientização ambiental. Esses foram os principais objetivos do projeto "De Olho no Planeta", idealizado pela pedagoga Iêda Maria Rocha Domingos e pelas professoras Kelen Corrêa Gonçalves Fialho e Maria de Lourdes Menegucci Salvador. No contexto, crianças e comunidade escolar foram inseridas como co-autores e sujeitos imprescindíveis na construção de conhecimentos e de valores que, de fato, contribuem para uma sociedade sustentável.
De Olho no Planeta
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Campanha no Cmei incentivo as crianças a praticar o desapego e ajudar outros pequenos a se divertir
Tudo começou em janeiro, quando foi definido o eixo norteador do Cmei. "Temos observado uma crescente crise ambiental. Isso nos remete a uma necessária, e mais que urgente, reflexão sobre os desafios para mudar as formas de pensar e agir. Como educadores, contribuímos para a formação do sujeito consciente em relação ao seu papel de cidadão, um sujeito preocupado sim com a importância de atitudes sustentáveis", contou Iêda.
A pedagoga explicou também que a abordagem precisava manter acesos o interesse, a curiosidade e o prazer pela descoberta do novo. "Formar sujeitos 'sustentáveis' vai além do 'não pode' jogar lixo no chão, 'não pode' destruir as matas, 'não pode' desperdiçar água, etc. Foi necessário criar ações que os incluíssem como sujeitos-cidadãos, agentes que interferem, positiva ou negativamente, no meio do qual fazem parte.
Desta forma, ao longo do ano já foram realizados contação de histórias do livro "O Mundinho", de Ingrid Biesemeyer Bellinghausen, visita à Curva da Jurema para avaliação do uso e descarte do lixo na praia, campanha de combate à dengue (inclusive com teatro de bonecos e bate-papo com agente de saúde), criação do “Beleléu Agente Fiscal do Planeta”, confecção de brinquedos com garrafas pet, entre outras atividades.
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