Até o final do ano, 1.580 novos casos da doença serão identificados entre os homens do Estado
O câncer de próstata é um dos tumores que mais atinge os homens no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele não-melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo chegando a representar 10% do total dos cânceres. No Espírito Santo, também apresenta taxas alarmantes. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer apontam que 1.580 novos casos da doença aparecerão em todo o Estado até o final deste ano, sendo que 170 serão somente na capital.
De acordo com a Dra. Morgana Stelzer Rossi, oncologista da Medquimheo, existem fatores de risco bem estabelecidos para o câncer de próstata: idade, origem étnica e predisposição genética. “Sugere-se que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais ajuda a diminuir o risco de câncer. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado, diminuir o consumo de álcool e não fumar”, orienta.
Ainda de acordo com a oncologista, cerca de 60% dos pacientes são assintomáticos e a hipótese de um possível câncer de próstata deverá ser levantada diante de um exame de PSA alterado. “Nos casos de câncer de próstata sintomático, o paciente se queixa de dificuldade para urinar, jato urinário fraco e sensação de não esvaziar bem a bexiga. Sangramento na urina também pode acontecer, embora seja mais raro. O paciente pode manifestar dores ósseas, como sinal de uma doença mais avançada (metástases). Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal são outras manifestações da doença”, pontua.
Diagnóstico
A oncologista explica que para o rastreamento do câncer de próstata, os exames indicados são o toque retal e a dosagem do PSA sérico. Homens acima de 50 anos são candidatos a esses exames, a exceção é para aqueles com história familiar de câncer de próstata, que deverão realizá-los a partir dos 45 anos.
Para o diagnóstico, é necessário realização de biópsia da próstata, quando o toque retal for suspeito ou quando o PSA total estiver acima de 4,0 ou acima de 2,5 em pacientes jovens (abaixo de 55 anos).
Exames complementares, como Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética e Cintilografia óssea são alguns dos que podem ser utilizados para avaliação da extensão de doença e planejamento do tratamento.
Tratamento
A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e decidida após as definições dos riscos e benefícios do tratamento com o médico.
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Mariane Pereira | Tipz - Comunicação e Marketing
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