Setembro é o mês mundial de uma doença que, no Brasil, atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas, o Alzheimer. Os dados são da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), que ainda afirma que esse número irá dobrar até 2030. Recentemente um vídeo ficou famoso na internet ao mostrar uma senhora de 87 anos, diagnosticada com a doença, lembrando por um breve instante do nome de sua filha, Kelly Gunderson. Ela foi ao hospital visitar sua mãe e resolveu gravar uma conversa entre as duas. A surpresa se deu não apenas pelo reconhecimento, mas também pela declaração da mãe dizendo que a amava. O vídeo já tem mais de três milhões de acessos.
Histórias como essa ajudam a levantar discussões a respeito da doença, que atinge cerca de 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo e que merece atenção. Com o intuito de informar à população sobre o tema, o Hospital Metropolitano irá realizará no próximo dia 17, uma tarde com exposições reunindo os profissionais da equipe da unidade geriátrica e convidados, no Clube da Boa Convivência, em Laranjeiras, a fim de sensibilizar a população e disseminar conhecimentos e informações sobre o assunto.
Alzheimer
Não lembrar onde colocou a chave do carro, esquecer uma data importante, não lembrar nome de algum parente. Culpa da idade? Cabeça ocupada? Muita coisa para lembrar? Nem sempre. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência entre idosos, sendo responsável por aproximadamente 60% dos casos. Segundo dados da Abraz, das cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos no Brasil, 6% terão o problema. Estima-se que após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.
O que provoca o surgimento do Alzheimer ainda é um mistério, mas sabe-se que pode ser tratado. De acordo com a geriatra do Hospital Metropolitano, Livia Devens, “muitos sintomas podem ser controlados com medicamentos, pequenas atitudes e atividades que estimulem a atenção e a concentração”.
Na fase inicial, a doença é caracterizada pela perda da capacidade de memorizar, de aprender coisas novas e pela dificuldade em realizar tarefas rotineiras. “Com o tempo outras áreas são acometidas e acabam por levar à dependência total nas atividades básicas de vida cotidiana, como comer, andar, vestir-se, tomar banho, controlar eliminação de urina e fezes”, explica a médica.
Quando diagnosticado cedo, o controle sobre os sintomas do Alzheimer são ainda maiores e o tratamento ajuda a retardar seu progresso.
Serviço
Palestra: Demência – Podemos reduzir o risco?
Data: 17 de setembro, às 13h30
Local: Clube da Boa Convivência, na Rua Coelho Neto, 60, Laranjeiras, Serra (ao lado do Centro Comunitário)
Entrada: franca
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