
10/06/2014 - Quem gosta de ir ao distrito de Itapina curtir o Fenaviola (Festival Nacional da Viola) já pode ir se preparando para a sua oitava edição, no período de 19 a 21 deste mês. Além de músicos de várias partes do país apresentarem seus trabalhos, também terá três atrações.
A Banda colatinense Show da Viola se apresenta no primeiro dia (quinta-feira), Pereira da Viola, na sexta-feira e Renato Teixeira no sábado. Pereira é cantador, violeiro e compositor mineiro. Renato Teixeira, 69 anos, é paulista, compositor e cantor de música regional. Serão apresentadas 24 músicas, e premiadas a melhor canção, o melhor violeiro e a melhor apresentação escolhida pelo público.
Mas a festa não será só no palco da pracinha, que fica na rua principal do lugarejo. Os alunos das duas escolas da sede também participam nos dois primeiros dias do evento, em atividades culturais juntamente com os músicos, através de trabalho de interpretação das letras, com murais, painéis e entrevistas.
A animação também fica por conta das barracas e dos encontros dos itapinenses presentes e ausentes, e amigos, que aproveitam a ocasião para uma confraternização, que viram a noite com serenatas pelas calçadas e conversar tendo a lua como testemunha. Os visitantes também podem passear de balsa no Rio Doce e experimentar as comidas e bebidas locais. A hospedagem acontece nas pousadas e chácaras residenciais.
O Fenaviola, que chega a atrair cerca de 20 mil pessoas, é promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, que tem o objetivo de promover o intercâmbio cultural e musical colatinense, já que Colatina, já se tornou um polo na área, também incentivar e revelar novos talentos, e difundir a viola caipira e a músicas regional e de raiz brasileira. Mais informações podem ser adquiridas pelo site da Secretaria de Cultura (www.cutluracolatina.com.br).
Itapina fica a 30 quilômetros do centro de Colatina e nasceu à margem da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). O nome é de origem indígena, e quer dizer “Pedra lisa”. No passado, era conhecida como “Pérola do Rio Doce”, e teve expressiva economia com a cultura cafeeira e o garimpo de pedras preciosas.Além de brasileiros, o povoamento se deu por portugueses, italianos e alemães, que se reflete no seu conjunto arquitetônico com edificações de estilo rococó. Tem o Museu Virgínia Tamanini e também uma reserva florestal.
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