Asscom/Sesa
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| A Secretaria de Estado da Saúde atua seguindo os princípios da atenção primária, que considera resolver até 80% dos problemas de saúde da população. |
O Espírito Santo precisa de 2.806 médicos de
Família e Comunidade. Para superar esse
déficit e garantir a universalização de vagas
para a especialização, além de fortalecer o
sistema regional e o modelo de atenção
primária à saúde, nove municípios do Sul
Estado e a Emescam aderiram o Programa
de Residência em Medicina de Família e
Comunidade do Ministério da Saúde e
Ministério da Educação. Nesta quinta-feira
(08), o secretário de Estado da Saúde,
Ricardo de Oliveira, participou da
abertura do processo de adesão do
programa, na Emescam.
De acordo com o médico de Família e
Comunidade da Sesa, José Castro Filho,
até dezembro de 2018 as instituições de ensino e municípios devem se adequar a
universalização das vagas de residência médica com foco na medicina de família e
comunidade para atender as especificidades da atenção primária e reestruturar a assistência
à saúde.
“Para isso, os residentes vão ter que passar por essa especialização. Antes que o profissional
faça a residência em pediatria, por exemplo, que dura dois anos, ele precisa fazer primeiro
uma residência de um ano em medicina de família e comunidade”, explica Castro Filho.
Ainda segundo José Castro Filho, a Secretaria de Estado da Saúde, que atua seguindo
os princípios da atenção primária à saúde, que considera resolver até 80% dos problemas
de saúde da população, tem o papel de congregar os municípios e apoiar o Programa
de Residência em Medicina da Família e Comunidade enquanto política de Estado
para fortalecimento da atenção primária.
“Devemos suscitar e mostrar as vantagens de obter um médico especializado em medicina
de família e comunidade no município e a residência é um meio de fixá-lo. Esse
profissional contribui porque é ele quem orienta e coordena o cuidado na rede de
assistência à saúde”, ressalta.
Nove municípios do Sul Espírito Santo, entre eles Alegre, Anchieta, Atílio Vivácqua,
Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Iconha, Piúma, Rio Novo do Sul e Vargem Alta, se
propuseram em ser campo de estágio e receber os residentes do curso de especialização
em medicina da família e comunidade a ser ofertado pela Emescam.
Para o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, o Estado tem como função instigar
essa política, pois a Sesa está priorizando fortalecer e construir uma atenção primária à
saúde mais resolutiva. “Grande parte dos problemas de saúde pode ser resolvido com
uma atenção básica de qualidade, que é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde”,
afirma o secretário.
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