
09/10/2015 -
Em mais uma noite especial, de muitos autógrafos, o escritor colatinense Martinho Raasch Júnior lançou o seu terceiro livro “A Reunião dos Encapuzados e outros Contos”, na Biblioteca Pública Municipal (19 horas). Tudo em clima de reunião aconchegante e descontraída, com amigos e colegas de trabalho e de literatura.
Entre os convidados que também atuam na área cultural, e em meio a um coquetel de confraternização e muito bate papo, participaram do evento Afrânio Serapião, Filogônio Barbosa de Aguilar, Oscar Gomes, Hilquias Miranda, Heralgo Gatti, Efrahim Maia, Walcyr Santana, Dimas Deptulski e Emanuel Barcelos.
Na oportunidade, Martinho teceu comentários sobre sua obra que homenageia os escritores colatinenses por meio de uma dedicatória. Explicou que a temática dos 18 contos do livro tem histórias ocorridas em sua grande maioria em cenário rural, que expressam mais uma vez a sua identificação com o universo em que nasceu e viveu.
“Nele eu destaco o mistério, o suspense e o terror porque são os meus objetos de atração para escrever. Trato de situações que além da própria natureza de despertarem a atenção pela provocação do medo, também levam a questionamentos, o que me atrai muito. Os vários questionamentos aos quais levam as situações das histórias são a minha maior atração, principalmente pela curiosidade. Sempre fui muito curioso”.
Escrito há três anos, com 163 páginas, prefaciado pelo professor e poeta Ítalo Pimenta, ilustrado por Carlos Alexandre Peixoto e lançado pela Editora Hilmir (colatinense), o livro na verdade tem o título de um dos contos que mostra o caminho que o escritor escolheu para escrever, revelando a curiosidade que o marcou e que carrega desde menino, quando morava na localidade de São João Grande, lugar que no passado foi palco de disputa de poder de duas famílias e onde ocorreram muitos crimes.
“Conta a história de um homem de 90 anos que revela a um amigo um segredo que guardava desde os 18 anos, quando foi testemunha de um fato macabro ocorrido quando nas suas andanças pelo interior. Desde então passou a ter a consciência pesada por acreditar que poderia ter intercedido para evitar que o fato ocorresse”, revela.
O escrito aproveitou para revelar seus planos para os próximos anos, cumprindo o seu objetivo de lançar uma obra por ano. No ano que vem, fugindo um pouco do seu gênero literário preferido que envolve muito mistério, suspense e terror, como são os dois primeiros, “O Casarão” e “A Vila dos Meninos Degolados”, estará lançando “Bem-vindo à Capetolândia” uma comédia, onde conta de forma bem humorada, como seria a vida no inferno.
Ele está escrevendo um romance há mais de três anos, com cerca de 400 páginas, que ainda não tem nome. Um outro, ainda sem título e de cerca de 400 metáforas, algumas ácidas e outras bem humoradas, deve ser lançado em 2017. “A História do Senhor Lankes”, será também de mistério, suspense e terror.
Aos 44 anos, graduado em Letras pela Faculdade Presidente Castelo Branco, o funcionário público municipal também lecionou em algumas escolas públicas estaduais e municipais de Colatina, de 1998 a 2003. É membro fundador da Academia Colatinense de Letras e Arte (ACLA), fundada em 20 de julho de 1999.
Para ele, as diversas expressões artísticas são um antídoto ao tédio provocado pela estagnação das classes assalariadas. “Entre a aspiração e a realização existe um vácuo oriundo da estratificação social e é a partir desse momento que a arte torna-se uma grande aliada do ser humano, graças ao seu poder de interação com a realidade, permitindo uma releitura de toda a estrutura organizacional da sociedade e do mundo como um todo”, avalia.
A coordenadora da Biblioteca, Maria Emília dos Santos, disse que o local está sempre portas abertas para manifestações culturais de qualquer natureza, pois é o centro de cultura e de informação e deve permitir o livre acesso dos usuários a todo tipo de conhecimento, independentemente da idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua ou condição social.
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