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Comemora-se em todo o Brasil, nesta quinta-feira
(15), o Dia do Professor. Aos olhos de muitos, ele é o
herói da educação, um profissional que se dedica à
construção de uma educação de qualidade para
milhões de pessoas. E na rede estadual de ensino,
dedicação, comprometimento e amor pela
profissão são algumas características que
impulsionam os profissionais para se reinventarem
todos os dias.
Professores que buscam tornar as aulas mais
atrativas, desenvolvem projetos, envolvem tecnologia
na sala de aula, fazem aulas de campo e
debatem temas polêmicos para despertar no estudante uma reflexão sobre o mundo que vivem.
Tudo isso para promover um ensino com mais qualidade, tornando as aulas cada vez mais produtivas.
Um dos exemplos de boas práticas é o professor de Geografia, Bruno Freitas, que proporciona aulas de campo para sensibilizar os alunos sobre as diferentes questões ambientais e o uso mais racional dos recursos naturais. Aulas no parque, palestras, trilha sensorial, jogos, orientações sobre coleta seletiva, exploração da mata com lupas, trilha com espelho, entre outras atividades, que animam e motivam os estudantes da Escola Estadual Silvio Rocio, de Vila Velha.
Bruno conta que parques ambientais são bons locais para se trabalhar a conscientização sobre meio ambiente, além de ser um elemento de motivação que se fez presente nas aulas. “Trabalhar nesse espaço contribui para a diminuição dos problemas ligados a este tema na Grande Vitória, como dengue, enchentes, desperdício de água, lixo nas ruas, entre
outros”, disse o professor.
Já o professor de Língua Portuguesa da Escola Estadual Antonio José Peixoto Miguel, localizada
em Nova Almeida, Cleriston Nascimento da Silva, está na rede estadual há sete anos e diz que tem
muito amor pela profissão. “Ser professor é uma vocação, não é apenas ensinar uma disciplina
específica, mas sim ajudar o estudante a descobrir um novo mundo e a crescer como ser humano”,
afirma.
As aulas de Língua Portuguesa lecionadas pelo professor Cleriston são bastante atrativas,
desenvolvidas com uso tecnológico visual e audiovisual por meio de imagens, vídeos e música.
Ele toca violão para apresentar os textos musicais, com o intuito de deixar a aula mais dinâmica.
Porém, o professor acredita que a ferramenta essencial em sala de aula é o bom relacionamento
com os alunos, por meio do respeito, da confiança e da amizade.
Nem só na sala de aula encontramos professores motivados e engajados na melhoria da Educação
pública. Johan Honorato, trabalha com as ações de música na Assessoria de Esporte e Cultura, da
Secretaria de Estado da Educação (Sedu). Ele é professor de Língua Inglesa há 20 anos e leciona
em várias instâncias.
“Já tive experiências em escolas privadas, públicas, faculdades, institutos de línguas e formação de
professores. Atualmente sou licenciando em Música pela Faculdade de Música do Espírito Santo,
onde me preparo para mais um desafio na Educação. Sinto-me orgulhoso e não abro mão de ser
chamado de professor, penso que a essência de um bom profissional está dentro de si e deve
aflorar em condições desafiadoras, sempre com respeito a todos os envolvidos. Ser professor é
assumir a parte que me cabe na Educação, instruindo-me a todo instante para compartilhar vivências
coerentes com meus alunos ou aqueles que se permitem aprender, esteja eu onde estiver”, relata Johan.
Quem também tem uma história surpreendente é a
professora facilitadora do Núcleo de Atividade
de Altas Habilidade/Superdotação (NAAH/S),
Margareth Brício Amaral, que criou o grupo
“18+cidadãos interventores”, que presta atendimento
aos alunos especiais da rede estadual. “A iniciativa
surgiu a partir da necessidade de desenvolver as
características especiais dos alunos, como as
curiosidades, o interesse pelas relações humanas,
articulados, questionadores, a visão voltada para
as aulas de história, sociologia e psicologia”, explica.
Margareth leciona há 20 anos e conta que a experiência de ensinar é uma coisa muito prazerosa.
“Cada aluno tem o próprio talento para uma determinada área, assim o papel do professor
do Núcleo é desenvolver essa característica para melhorar a autoestima e socialização dos mesmos.
Os alunos são muitos especiais, pois chegam com uma bagagem, problemas do ambiente escolar e
familiar, e a nossa missão é acolhê-los”, relata.
No interior do Estado, também são diversos os exemplos de professores que se dedicam à profissão
e inovam dentro das salas de aula, fazendo com que os estudantes adotem uma postura mais participativa.
O professor de Matemática da Escola Estadual Job Pimentel, de Mantenópolis, Lucas Rodrigues, criou um ambiente virtual na internet para oferecer mais conteúdos para melhorar o índice de aproveitamento dos alunos. “Os estudantes passaram a dedicar 30 horas de estudos mensais por meio da plataforma digital. Muitos desses alunos, antes, deixavam os cadernos e livros em casa e não tinham tanto interesse pelos estudos”, destaca.
Em São Mateus, para despertar nos alunos o interesse pela disciplina de Língua Inglesa, o professor de Inglês Luciano Trevizani, desenvolveu o Projeto “English Around Us” com os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Nestor Gomes. Com a necessidade de trabalhar algo mais dinâmico, foram espalhadas palavras da Língua Inglesa, que estão presentes no dia a dia, e a
tarefa dos alunos foi indicar por meio de plaquinhas os nomes de cada item que estava na sala.
“Nessa atividade observei que os estudantes, além da empolgação, aprenderam de forma
mais fácil e prazerosa, absorvendo melhor o conteúdo apresentado”, afirma.
Dia do Professor
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora
Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil,
baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino
Elementar no Brasil. Mas foi em 1947 que ocorreu
a primeira comemoração de um dia efetivamente
dedicado ao professor. Começou em São Paulo, no
Ginásio Caetano de Campos. Quatro professores tiveram
a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a
estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que,
na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma
pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça - inclusive dos
pais.
A celebração espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente
como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963.
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