domingo, 23 de dezembro de 2012

APENAS UMA SUGESTÃO.



Senhor Governador Renato Casagrande,
Gostaria de lhe apresentar uma pequena sugestão, que não envolve mudança de seus Secretários, de Delegados de Polícia, não é a saída mágica para resolver de uma vez a questão do royalties do petróleo ou do Fundap e nem mesmo alteração no Orçamento do Espírito Santo.
Desde o lançamentos do livro retratando a vida e obra do médico Luiz Buaiz, ocorrido no Palácio Anchieta, uma preocupação antiga voltou a ter espaço na minha cabeça: a nossa memória histórica poderia ser melhor preservada.
É correto que hoje o Arquivo Público Estadual tem uma sede decente, na Rua 7 de Setembro, onde antes funcionou uma instalação da Escelsa, muitas vezes melhor acomodado do que nas velhas instalações onde ficava na Cidade Alta.
A documentação capixaba que até aqui resistiu, está sendo bem cuidada e preservada. Senhor Governador, é necessário um esforço de tempo e de capacidade para fazermos um competente e grande rastreamento para descobrirmos documentos oficiais de dezenas de anos, bem como publicações extra governo que falam do Espírito Santo, mas que aqui nós não temos na posse do Arquivo Público, estão em mãos particulares e em sebos por este Brasil afora.
Voltado ao lançamento do livro sobre Luiz Buaiz, tenho ainda na memória a sua bilhante fala, no dia que completava 91 anos e de improviso. Doutor Luiz nos levou a passear pela vida capixaba e de sua família, com emoção e  sentimento. Ao final procurei saber se aquela fala teria sido gravada. Não. As palavras que Doutor Luiz registrou ficaram ao vento e na memória de muitos, mas se devidamente registradas poderiam ficar para milhares de pessoas, de hoje e do futuro. Assim é a realidade da nossa memória histórica.
O nosso Estado já está passando da hora de ter um esquema de publicação de documentos que poderiam ser vendidas aos interessados, distribuídos nas escolas, entidades e bibliotecas. Não estou dizendo que não são feitas publicações, estou dizendo que elas devem estar disponíveis. O Governo do Estado tem editado publicações de valor, mas que ficam restritas praticamente ao lançamento. Como me disse o Historiador Gabriel Bittencourt, “Mansur, se a gente não for ao lançamento, dificilmente teremos a publicação.’’ No que concordo integralmente.
A nossa memória histórica tem de ser presevada com rigor e com competencia. Apenas uma sugestão, Senhor Governador.

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