Neste primeiro encontro o assunto principal foi a estiagem que o município
enfrenta. A ideia é reunir informações importantes para propor iniciativas.
Texto: Prefeitura de Guaçuí/Jackson Vimercati Passos
Realizar estudos e apresentar propostas para enfrentar situações como seca,
enchentes e outros desastres naturais, que possam impactar as questões
socioeconômica e ambiental no município. São os principais objetivos da
Comissão de Eventos Adversos, que teve sua implementação iniciada durante
uma reunião realizada na última quarta-feira (11).
Participaram a prefeita Vera Costa; secretários e servidores das Secretarias
Municipais e Defesa Civil; representantes da Polícia Militar Ambiental; do
Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural
(Incaper); dos conselhos municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável
(CMDRS) e de Meio Ambiente (COMDEMA); dos sindicatos Rural e dos
Trabalhadores Rurais, além de empresários da Associação Comercial,
Industrial e Serviços de Guaçuí (Acisg). Fazem parte da comissão, ainda, a
Câmara Municipal e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf).
Com a Comissão de Eventos Adversos implementada, a ideia é reunir
informações importantes sobre a produção agropecuária, comércio local,
aspectos climáticos, e outros dados que permitam propor soluções para
às catástrofes naturais. Cada setor envolvido irá contribuir com ideias,
experiências e projetos que serão analisados e se foram viáveis executados.
Neste encontro foi apresentado o diagnostico da situação do município
e iniciadas as discussões de medidas de curto, médio e longo prazo,
direcionadas a amenizar os impactos e prejuízos registrados na zona urbana
e rural, em função da estiagem que o município enfrenta desde outubro de
2014. A próxima reunião será realizada no dia 25 de março e a previsão é que
conversas mensais sejam feitas.
A prefeita Vera Costa destacou a situação que o município enfrenta com um
dos piores períodos de estiagem. “O levantamento feito mostrou perdas e
prejuízos ultrapassando os R$ 18 milhões e isso representa muito para um
município como Guaçuí, que já arrecada pouco. A Comissão de Eventos
Adversos terá papel importante para reduzirmos o impacto dessa e de outras
situações severas no município”, pontuou a prefeita.
Calamidade
Informações pluviométricas mostram a situação de seca que Guaçuí está
enfrentando. Entre janeiro e dezembro de 2013 o volume de chuva foi de
1.679,30 mm; já de janeiro a dezembro de 2014, foram 753,20 mm. Entretanto,
o que tem preocupado a administração municipal é a comparação do volume
de chuva nos meses de janeiro de 2013 (271,10 mm), 2014 (64,30 mm) e 2015
(4,00 mm). Os números comprovam a pequena quantidade de chuva que tem
caído no município.
Por conta da falta de chuva, os danos no campo são visíveis. As estimativas
de produção e perdas das principais culturas do município podem ser vistas
no quadro abaixo, com dados apurados entre novembro de 2014 e janeiro de 2015.
Algumas iniciativas foram tomadas pela administração municipal, como a
decretação de situação de emergência e a consequente restrição do uso da
água fornecida pelo Saae, evitando desperdícios na área urbana. Além disso,
foi realizado o transporte de cana-de-açúcar para alimentar o gado criado em
Guaçuí e caminhões-pipa foram utilizados para levar água tratada a algumas
propriedades rurais mais afetadas.
Outra medida importante tomada foi a decretação, no mês de fevereiro, de
situação de calamidade, devido a forte estiagem. Os dados e valores apurados
foram enviados ao Governo do Estado do Espírito Santo para homologação
e validação, o que vai caracterizar a calamidade e permitir que o município
realize ações de ajuda às áreas afetadas com maior agilidade.

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