A primeira unidade de implantação do Programa Escola Viva será em um prédio alugado, na região de São Pedro, em Vitória, e as atividades terão início no próximo mês, dia 27 de julho. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (16), pelo secretário de Estado da Educação, Haroldo Rocha, em coletiva de imprensa.
Serão abertas 480 vagas para estudantes do Ensino Médio que optarem pelo novo modelo de escola em turno único, a Escola Viva. Sendo 160 vagas para o 1º ano, 160 vagas para o 2º ano e 160 vagas para o 3º ano. A faixa etária a ser atendida é de alunos entre 15 e 17 anos.
“A primeira Escola Viva vai se chamar Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral São Pedro. No espaço onde a nova escola será implantada já funcionou uma faculdade privada. O Governo tomou a decisão de desapropriar a área para implantar a primeira unidade. A escolha do local tem a ver com várias coisas, inclusive, com o grande debate que ocorreu com os vários segmentos. Outro motivo foi pensarmos na juventude. Hoje, quem sofre e quem pratica a violência é o jovem. E a implantação da Escola Viva em uma região de vulnerabilidade social irá ajudar a melhorar a vida desses jovens, o programa não será somente um projeto educacional, é um projeto de vida para a nossa juventude”, ressaltou o secretário.
Segundo Haroldo Rocha, “a área escolhida, além de ter as instalações adequadas e estar localizada em uma região onde os jovens vivem em vulnerabilidade social, a região de São Pedro foi ocupada em um período da história do Espírito Santo, na década de 70, quando muitos capixabas migraram do interior para cá, sobretudo por causa da erradicação dos cafezais. Quando eles chegaram em Vitória, não encontraram muito espaço e ocuparam essa parte do município, onde se instalaram com barracas de lona e palafitas, nas áreas de mangue. Ou seja, o local se tornou uma alternativa habitacional, onde uma região cresceu de forma desordenada. Além disso, a origem de São Pedro era um lixão, não havia destinação final ao lixo urbano no município. Nesse local, muitas pessoas catavam o lixo para sobreviver. A área foi aterrada, iniciando-se, assim, a subdivisão formal em lotes e ruas, formando os bairros da região. A nossa ideia é que a equipe da Escola, principalmente os professores de história, possam apresentar a história do local e que ela possa fazer parte da aprendizagem dos alunos. Queremos que esse lugar, que no passado foi um lugar de extrema pobreza, se transforme num lugar de riqueza, onde vamos ofertar a riqueza do nosso tempo que é o conhecimento, a Educação”.
O programa Escola Viva terá um conjunto de inovações: acolhimento aos estudantes; acolhimento às equipes escolares e famílias; avaliação diagnóstica/nivelamento; disciplinas eletivas; salas temáticas; ênfase prática sem laboratórios; tecnologia de gestão educacional; tutoria; aulas de projeto de vida; aulas de práticas e vivências em protagonismo; aula de estudo orientado; aprofundamento de estudo (preparação acadêmica/mundo do trabalho).
A Primeira Unidade
Localizado em uma área de total 22.387,19 m², na Rodovia Serafim Derenze, nº 3115, bairro Inhanguetá, em Vitória, o Centro Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral São Pedro será um complexo composto por várias edificações interligadas.
Haverá um edifício pedagógico com área construída de 3.855,60 m², em quatro pavimentos, composto por salas, laboratórios e administrativo. Um outro edifício pedagógico com área construída de 2.065,80 m², em 3 pavimentos, composto por salas de aula. E também edifícios de apoios, compostos por auditório, restaurante, quadra esportiva e ginásio esportivo.
Um total de 73 funcionários atuará nesta primeira unidade: 01 diretor escolar; 01 coordenador pedagógico; 01 coordenador administrativo financeiro; 01 coordenador de secretaria escolar; 04 coordenadores de áreas; 04 supervisores; 03 pedagogos; 26 professores; 01 auxiliar de laboratório de ciências; 01 auxiliar de laboratório de informática; 01 auxiliar de biblioteca; 05 auxiliares administrativos; 15 auxiliares de serviços gerais; 04 vigilantes; 05 merendeiras.
“Será viabilizada toda uma estrutura física e de pessoal para a implantação do Programa, garantindo melhores condições de atuação dos profissionais, permitindo uma maior interação com os alunos, gerando ganhos no processo de formação estudantil”, destacou Haroldo Rocha.
Inscrições
Serão abertas, para o segundo semestre de 2015, vagas para estudantes do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio. Será um total de 480 vagas para o segundo semestre de 2015, sendo 160 vagas para cada série.
Os estudantes interessados deverão preencher um formulário eletrônico que será disponibilizado, no site da Sedu – www.educacao.es.gov.br, entre os dias 18 de junho e 02 de julho.
A distribuição das vagas segue os mesmos critérios já adotados pela rede estadual, em ordem de prioridade: aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; aluno que reside próximo à escola pleiteada; aluno que tenha irmão(s) estudando na escola, desde que tenha vaga e aluno com menor idade.
É importante ressaltar que todas as ações do processo de matrícula devem ser acompanhadas pelos pais dos alunos, pelo responsável ou pelo próprio aluno, se maior de idade. Até 20 de julho, as matrículas deverão ser efetivadas, mediante documento assinado pelos pais/responsáveis.
Processo seletivo para profissionais
Os professores e coordenadores da Escola Viva deverão ser servidores efetivos do magistério público estadual. A seleção desses profissionais será feita por meio de processo seletivo que será aberto na próxima semana. A previsão é que o edital com todas as informações da seleção seja publicado nesta quarta-feira (17).
Os professores que atuarão na Escola Viva terão regime de dedicação plena, de 40 horas semanais, por meio de extensão de carga horária especial, em período diurno, totalmente cumpridas no interior das respectivas escolas, com carga horária multidisciplinar ou de gestão especializada.
Vale ressaltar que todos os professores selecionados passarão por uma formação de 40 horas. Além disso, os professores de Ciências da Naturezas terão uma formação específica de práticas experimentais com ênfase em Ciências, Tecnologia, Matemática e Engenharia.
Escola Viva
Mais do que uma escola em tempo integral, a Escola Viva é um novo modelo de Ensino Médio em turno único, que traz inovações pedagógicas e de gestão, orientando o jovem a ser protagonista e a construir seu projeto de vida. A Lei Complementar Nº 799, que cria o Programa de Escolas Estaduais de Ensino Médio em Turno Único, denominado “Escola Viva”, foi publicada no Diário Oficial do Estado, na segunda-feira (15).
O Programa de Escolas Estaduais de Ensino Médio em Turno Único, a Escola Viva, que será implantado pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) com apoio do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE), tem o objetivo de planejar, executar e avaliar um conjunto de ações inovadoras em conteúdo, método e gestão, direcionadas à melhoria da oferta e da qualidade do ensino médio na rede pública estadual.
Além da estrutura diferenciada e do currículo inovador, na Escola Viva os profissionais terão dedicação integral e o tempo que o aluno permanece na escola será de 9 horas e 30 minutos. A carga horária será de 7h30 às 17 horas, sendo 1h20 minutos para o almoço e dois intervalos de 20 minutos para o lanche, ofertados dentro da escola.
A Escola Viva terá um currículo diversificado, com organização curricular flexível. O currículo escolar contará com as disciplinas obrigatórias (Português, Matemática, Química, Física e etc.) e também eletivas, em que os estudantes irão escolher de acordo com seu interesse e aptidão. A escola disponibilizará um rol de disciplinas eletivas como Cinema, Teatro, Educação Ambiental, Robótica, entre outras disciplinas, oferecidas semestralmente.
O modelo da Escola Viva já é sucesso em alguns estados do Brasil, como: Pernambuco, Ceará, Piauí, Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, implantados pelo Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE), que está apoiando a implantação da Escola Viva no Espírito Santo. O ICE é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha com o desenvolvimento de ações que promovam a qualidade do ensino e da aprendizagem na escola pública.
FOTO: Nestor Muller/SECOM
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