segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Em ALFREDO CHAVES equipes de combate a dengue fazem corpo a corpo no bairro Imigrantes



A segunda feira (07) em Alfredo Chaves começou com uma grande mobilização em combate ao Aedes aegypt, mosquito causador da dengue e do zika vírus.  A ação iniciou pelo bairro Portal dos Imigrantes, mas conforme a coordenadora municipal de Vigilância Ambiental, Lenimar Marques, todos os bairros serão visitados em uma ação corpo a corpo em todas as residências e terrenos baldios.

“Começamos hoje cedo com um trabalho de vistoria em todas as casas para recolhimento de recipientes e outros lixos que possam ser propícios para os mosquitos colocarem seus ovos. Estamos pedindo autorização da família para entrar nos quintais, áreas de serviços, banheiros, terraços e varandas. Convidamos a família para acompanhar os trabalhos e ao mesmo tempo orientamos sobre os procedimentos adequados de prevenção”, informou.

Ainda Segundo Lenimar, uma grande aliada no combate a dengue é a água sanitária, principalmente nos vasos sanitários. “Estamos orientando os moradores para colocar o produto dentro do vaso e mantê-lo sempre com a tampa abaixada”, esclareceu.  

Foi o que aconteceu na casa da enfermeira Sabrine Goltara, localizada no bairro Portal dos Imigrantes. A equipe se reuniu com a família falou da ação, checou todos os ralos, vasos de plantas e colocou um pesticida próprio no vaso sanitário. “Já vou colocar também a água sanitária e deixar o sanitário sempre tapado. Todos temos que colaborar, fazer a nossa parte sempre de forma correta. Estou aqui a disposição para ajudar no que for preciso”, dispôs a enfermeira.    

Já residência do motorista de transporte escolar, Nilton Belmok localizada no mesmo bairro, a equipe encontrou água parada no suporte que fica atrás do motor da geladeira. O agente de endemia, Ildo Costa fez o recolhimento, realizou uma limpeza e orientou o dono da casa. “Eu também fiquei surpreso com a água parada, porque nós não descongelamos geladeira por estes dias. Vou ficar muito mais atento a partir de hoje”, justificou o morador. O terraço da residencia também foi vistoriado, mas as caixas d’águas estavam cobertas, os baldes emborcados e pneus protegidos.

Enquanto isso outras equipes vistoriaram as ruas e terrenos baldios. Logo na primeira esquina a surpresa: vários recipientes de sorvete jogados a céu aberto. “Cadê a preocupação dos moradores diante dos índices de notificações de dengue no bairro. Isto não poderia acontecer”, reclamou o supervisor municipal de endemias de campo, Roberci Falção.

Diante do fato, as aposentadas Aleida Benincá e Maria Peruzzo que residem próximo ao lote, ficaram indignadas. “O problema das pessoas é que acham que o poder público tem que resolver tudo. Os latões estão nas ruas para colocar o lixo e mesmo assim, perante a gravidade da dengue tem gente que ainda consegue ficar indiferente diante da situação”, reclamaram.   

A preocupação da comerciante Rosangela Gomes Natal, 34, é a mesma. Grávida de dois meses está muito tensa e já pensa em passar a gestação no interior do município. “Minha sogra que mora no mesmo prédio que eu está com suspeita de dengue.  Vivo passando repelente e tomando conta da minha casa e quintal o tempo todo. Estou muito aflita, porque quero proteger meu filho da microcefalia”, desabafou.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, dos focos encontrados, 90%  estão dentro das residências. “Até o final da semana todos os bairros deverão ser vistoriados pelos agentes de endemias. A população também tem que vestir a camisa contra o mosquito. Ele transmite três doenças graves: o zika vírus, causador damicrocefalia, a síndrome de Guillain-Barré e a febre chikungunya. Todos têm que ser responsáveis”, alertou a secretária da pasta, Gabrielle Roveta.     

O cronograma de ações para combater o mosquito envolve também palestras nas escolas e instituições, utilização do carro fumacê, informes nos programas da radio local, campanhas nas redes sociais, panfletagens nos  locais de grande circulação com eventos religiosos e filas de espera de correios, bancos e unidades de saúde.

Saiba mais:
Microcefalia:é uma má formação em que o cérebro do bebê não se desenvolve da maneira adequada, causada pelo zika vírus. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), um caso de suspeita de microcefalia foi notificado no Espírito Santo no dia 25 de novembro e vem sendo investigado se tem relação com o zika vírus.


Zika vírus: Apresenta sintomas que se limitam a no máximo sete dias e não deixa sequelas. Eles são os mesmos da dengue, como febre e dores musculares e olhos vermelhos. Dos casos, 80% não aposentam sintomas o que representa maior número de contaminados. A doença também é transmitida pela relação sexual desprotegida. Até o dia 25 de novembro foram confirmados três casos de zika vírus em Vitória e 126 suspeitas. O vírus foi registrado pela primeira vez no Brasil no mês de abril deste ano.

Febre chikungunya:é uma doença viral transmitida pelo mesmo mosquito que causa a dengue, e também pelo mosquito Aedes albopictus mais comum que o Aedes aegypti.
A diferenciação entre os sintomas das três doenças transmitidas pelo Aedes aegypit é feita pelas equipes de saúde. Por isso, é necessário procurar a unidade de atendimento mais próxima quando apresentar os sintomas.

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