segunda-feira, 15 de junho de 2015

Hospital Dr. Jayme investe em treinamento para aumentar captação de órgãos


12/06/2015 - 10:37
 
Comunicação/HEJSN 
HEJSN
A CIHDOTT do hospital prepara, para o segundo semestre, um módulo de treinamento com simulação realística.
A doação de órgãos é uma atitude de 
grande generosidade, pois pode devolver a 
vida a uma pessoa em fase terminal
 ou cronicamente incapacitada. Muitas 
famílias, porém, quando perdem um ente 
querido, podem não optar voluntariamente
 pela doação de órgãos de seu familiar por 
diversos motivos, e são nesses 
casos, especialmente, que ganha 
importância a atuação de profissionais
 e gestores da saúde.

No Hospital Estadual Dr. Jayme Santos
 Neves, na Serra, a Comissão 
Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos
 e Tecidos para Transplante 
(CIHDOTT) tem trabalhado para garantir que as unidades de internação notifiquem 
cem por cento dos óbitos e que em todos os casos seja feita a verificação de possíveis 
doadores em entrevista com os familiares. Ao longo do primeiro semestre deste ano,
 o hospital capacitou todos os enfermeiros, além de assistentes sociais e psicólogos, 
para atuarem no processo de captação de órgãos.

“O processo é complexo e desafiador para os profissionais porque envolve, além da
legislação, a identificação de potenciais doadores, o diagnóstico de morte 
encefálica, a comunicação do óbito à família e a entrevista com os familiares para
 a possível doação de órgãos. Por mais que eles não trabalhem em todas as frentes, é
 necessário que conheçam todas as fases e estejam prontos para acionar a CIHDOTT”,
 explicou a enfermeira Rosemary Sabadini, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar 
de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do Hospital Dr. Jayme.

Ao todo, foram 13 treinamentos. O último, realizado nessa quinta-feira (11), teve uma 
novidade. Além de médicos, participaram estudantes de medicina que cursam 
internato no hospital. Segundo o diretor técnico do Hospital Dr. Jayme, Eric Teixeira
 Gaigher, formar profissionais médicos sensíveis a essa causa é um dos firmes 
propósitos da direção do hospital.

“A capacitação foi mais uma oportunidade para os estudantes conhecerem o processo 
de captação e doação de órgãos e se tornarem multiplicadores do conhecimento. Os 
alunos de medicina não têm, na grade curricular, nenhum contato com doação de órgãos,
 e eles estão dentro do maior hospital público do Espírito Santo. O Dr. Jayme, hoje, possui 
papel fundamental na captação e no transplante de órgãos e tecidos”, destacou Eric Gaigher.

A CIHDOTT do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves vem se empenhando para
 consolidar a instituição como a principal geradora de doadores de múltiplos órgãos no
 Estado. A coordenadora de CIHDOTT da Central de Notificação, Captação e Distribuição
 de Órgãos do Espírito Santo (CNCDO-ES), Maria Aparecida Thomazini, lembra que
 em 2014 o Hospital Dr. Jayme foi a unidade hospitalar com maior número de doações
 no Espírito Santo.

“Isso não é uma competição, vale destacar. São números que mostram o potencial da 
unidade em prol da população capixaba. Por isso, em parceria com a CIHDOTT 
do hospital, estamos trabalhando a capacitação desses profissionais para que 
eles exerçam, dentro da ética e da legalidade, a função de captadores”, explicou 
Maria Aparecida Thomazini.

Para o segundo semestre de 2015, a CIHDOTT do Hospital Dr. Jayme prepara um
 módulo de simulação realística. Então, todas as técnicas aprendidas poderão ser 
colocadas em prática.


Saiba mais

Órgãos como coração, rim, fígado e pâncreas só podem ser captados de doadores em
 morte encefálica, mediante autorização da família. Já a córnea pode ser captada 
tanto de doadores em morte encefálica ou até seis horas após o óbito por
 parada cardiorrespiratória.

Legalmente, a doação em vida só é permitida entre parentes até o quarto grau (pais,
 irmãos, netos, avós, tios, sobrinhos e primos). Fora isso, é preciso uma autorização 
judicial para solicitar esse tipo de transplante. A medida é para evitar o comércio e 
o tráfico de órgãos. A doação em vida é aplicada apenas para órgãos duplos, como 
os rins. No caso de pulmão e fígado, é extraída apenas uma parte do órgão. 
A medula óssea também pode ser doada em vida.
Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação – Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves
Ravane Denadai
(27) 99274-5245
comunicacaohejsn@gmail.com

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde
Jucilene Borges
jucileneborges@saude.es.gov.br / asscom@saude.es.gov.br
Juliana Rodrigues
julianarodrigues@saude.es.gov.br
Ana Carolina Stutz
anapinto@saude.es.gov.br
Juliana Machado
julianamachado@saude.es.gov.br
Texto: Ravane Denadai e Juliana Rodrigues
Tels.: (27) 3345-8074/3345-8137/9 9969-8271/9 9983-3246/9 9943-2776

Nenhum comentário:

Postar um comentário