Falar da relação que a cultura pode ter com o meio ambiente ecologicamente e com a política de uma forma justa e eficiente é muito complicada mas necessária.E do céu é o que mais temos falado ultimamente. Mas antes dessa relação é preciso definir, conceituar estes termos. Vamos tentar: Cultura é a ação humana sobre o seu meio ambiente. É acrecentar algo a natureza para melhorar a qualidade de vida. Então cultura é algo local. Ela vem de dentro e não de fora. O meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não vivas que ocorrem na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos e todos animais. Ecologia estuda as relações entre os seres vivos e o meio ambiente onde vivem, bem como a influência que cada um exerce sobre o outro. Política é a arte de governar tudo isso. A capacidade de unir forças para o desenvolvimento integral e sustentável de uma comunidade, sociedade, município, estado, nação, mundo. Céu é um lugar perfeito e eterno e para onde a grande maioria quer ir.
Deste ponto de vista cultura só será cultura se prioritariamente investirmos na cultura local. Trabalhar o meio ambiente só será ecologicamente correto se preservarmos plantas nativas, isso é plantas locais e assim mantermos naturalmente para a preservação do clima e em consequência a sobrevivência de todos os animais deste meio. Continuando o raciocínio, será lixo cultural o que vem de fora e mata a cultural local. De certa forma a monocultura e plantas ou animais de fora não fazem parte do meio ambiente local. A introdução de qualquer animal ou vegetal de fora na nossa comunidade deverá respeitar a capacidade de absorção e não influenciar negativamente no ambiente local. Deverá vir para agregar, somar, fortalecer esses aspectos locais e nunca substituí-los o destruí-los. Ela não pode ser uma erva daninha ou lixo poluente ou cultural.
O ser humano faz parte do meio ambiente. Ele não pode ser excluído como, por exemplo, no final do Governo FHC tentaram fazer com o povo pomerano de Laginha, Pancas e poloneses de Águia Branca no norte do Espírito Santo. O Governo Federal, através da Secretaria Federal do Meio Ambiente sobrevoou a área e achando ela linda e preservada através de decreto Lei transformou a mesma no Parque Nacional dos Pontões Capixabas. E os habitantes dessa área de terras cheia de florestas, pedras e uma respeitada biodiversidade tinham um prazo para se retirar. A Constituição Federal diz que cada proprietário rural deve ter no mínimo 20% de floresta nativa. A maioria deste povo pomerano e polonês (agricultores familiares) tinha mais de 40% de área preservada. Que política absurda é essa que expulsava 5 mil moradores quando justamente deveriam ter incentivo para continuar na área sendo que a alguns quilômetros dali tínhamos fazendeiros com enormes áreas de capim e carrapato sem uma árvore da Mata Atlântica?Esses ecologistas de plantão deveriam sim sobrevoar o Brasil e fazer cumprir a Constituição Federal. Houve uma mobilização nacional e os moradores permanecem na área e hoje recebem alguns incentivos e lutam por um reconhecimento maior. Só existirá política socialmente correta quando tivermos de fato como reza a constituição Federal uma verdadeira reforma agrária e ecológica nesse país.
Concluindo não existe cultura se não valorizarmos radicalmente a cultura local. Não existe
cultura local e nunca respeitará o meio ambiente quando explora não só a natureza, mas também o seu semelhante. A politica é a arte, a criatividade do ser humano em transformar esse mundo no verdadeiro Reino dos Céus que queremos numa futuro próximo. Niguem poderá ter a vida eterna após a morte se não lutar para fazer da Terra a réplica do Reino do Céu. Seria uma hiprocrisia muito idiota achar que só rezando teríamos o céu. Como sonhar com uma vida perfeita se não sabemos arquitetar a vida aqui na Terra cheia de coisas lindas que o Criador deixou para nossa politica, nossa adminstração. É triste saber que algumas seitas neopentecostais que nem chamo de igrejas “rezam somente para ter a vida eterna após a morte”.Dizem inclusive que “não são deste mundo”. Ora, por que então estão nele? O reino de Deus é deste mundo sim e também. Não seria mais prático e fácil transformar este lindo planeta que o Criador nos deixou no verdadeiro Céu? É por demais idiota rezar para a vida após morte e querer a vida eterna depois. Deixar a corupção, a poluição, a ganância, a ignorância destruir o “nosso paraiso” aqui e agora e ficar imaginando um Céu após a morte não seria por demais contraditório? Amém! (JORGE KUSTErR JACOB).
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