Está chegando a hora de uma imperdível oportunidade de conhecer a força da literatura produzida no Espírito Santo: a “II Flica Virgínia Tamanini” (Feira Literária Capixaba) está programada para 20 a 24 de maio (quarta-feira a sábado), na Fábrica de Ideias, em Jucutuquara, Vitória. Duas “pré-Flicas” também compõem o evento, dia 15, na Casa Porto, Centro de Vitória, e dia 19, no Centro de Artes da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), em Goiabeiras.
As vedetes da Feira, os livros produzidos no Espírito Santo ou de autoria de capixabas, estarão expostas e/ou à venda nos estandes. O programa também prevê 11 mesas-redondas temáticas e outras tantas “conversas com escritores”, para as quais foram escalados cinco ou seis autores locais. Entre as atrações que costumam encantar as crianças estão as oficinas recreativas e as contações de histórias, que acontecerão todo dia, duas vezes por dia.
Haverá espaço também para outras formas de arte e cultura, como: exibição de vídeos, apresentações de Bandas de Congo, shows de música, de humor, de mágica, teatro, dança, artes plásticas (incluindo exposição de artesanato), oficinas artísticas, entre outras. Para dar conta de tanta atividade, a previsão é de que a Feira abra às 9 horas de cada um dos cinco dias e se estenda até pelas 20 horas.
E é muito fácil chegar ao palco do evento: basta encontrar a praça de Jucutuquara que a Fábrica de Ideias estará logo ao lado. A par de participar da Feira, já vale a visita ao centenário galpão da antiga Companhia União Manufatura de Tecidos, recuperado praticamente como no original e que há tempos já abriga eventos culturais, entre eles o 15º Vitória Cine Vídeo, em 2008 (o VCV evoluiu para “Festival de Cinema de Vitória” em 2012 e já prepara sua 22ª edição, para setembro deste ano).
O NOME DA FEIRA
A escritora que dá nome à II Flica, Virgínia Gasparini Tamanini (Fazenda Boa Vista, Vale de Canaã, Santa Teresa, ES, 04/02/1897-Vitória, 18/10/1990) é um dos mais importantes nomes da literatura capixaba. Ela será lembrada explicitamente em três momentos: dia 20, às 18 horas, será homenageada por 5 escritores; no mesmo dia 20, às 18:30, na 3ª mesa-redonda, 4 outros escritores debaterão a “Importância de Virgínia Tamanini para a cultura do Espírito Santo”; e na Pré-Flica do dia 19, a partir das 18 horas, na Ufes, serão lidos poemas dela.
Tamanini publicou pelo menos seis livros, dentre poesias e romances, destacando-se “Karina”, história da personagem-título, uma imigrante italiana (supostamente avó da autora), desde sua saída da Itália até se tornar capixaba “da gema”. A personagem é, portanto, um paradigma de cada italiano que foi passageiro dos incontáveis navios que trouxeram milhares de seus conterrâneos para o Espírito Santo, de 1877 a 1895. “Karina” foi publicado em 1964 e já teve dezenas de edições. Apesar do formato de romance, tem servido de referência para pesquisadores da saga italiana no Espírito Santo.
PONTO ALTO DE CADA DIA
Em seu 1º dia (quarta-feira, 20), a II Flica se volta basicamente para a Literatura Capixaba, que será tema de 2 mesas-redondas e com as homenagens a Virgínia Tamanini. No 2º dia (quinta-feira, 21) predominam o audiovisual e as artes cênicas que se fazem no Estado, em outras duas mesas-redondas. O 3º dia (sexta-feira, 22) tem como destaque a mesa-redonda sobre histórias em quadrinhos (HQ).
O tom do 4º dia (sábado, 23) será bem serrano, com maior participação do município: o escritor-músico Teodorico Boa Morte mostra suas composições musicais às 9 horas; o escritor Marcos Arrébola participa da “conversa com escritores” das 10:30; e o Congo dá o ar de sua graça, às 13 horas, pelas mãos zelosas da ABC-Serra (Associação de Bandas de Congo da Serra).
No último dia, domingo, 24, se destaca a mesa-redonda que irá discutir como a Cultura Capixaba é influenciada pela Internet.
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