terça-feira, 24 de setembro de 2013

Professores da rede municipal participam de formação em Educação Especial - VITÓRIA


Elizabeth Nader
Aluno lendo livro em braille
Secretaria Municipal de Educação formula ações e trabalhos para garantir o acesso ao ensino a todos os alunos com deficiência
Cerca de 120 professores da Educação Especialparticiparam nesta segunda-feira (23) de uma formação que teve como objetivo potencializar práticas pedagógicas visando ao processo de inclusão escolar de alunos com deficiência intelectual e com transtornos globais do desenvolvimento.
O encontro aconteceu no auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Suzete Cuendet, em Maruípe, e foi viabilizado pela Secretaria Municipal de Educação (Seme), por meio da Coordenação de Formação e Acompanhamento à Educação Especial (CFAEE) e da Gerência de Formação e Desenvolvimento da Educação (GFDE).
A formação teve como finalidade discutir as contribuições teóricas do autor francês Philippe Meireiu na composição dos currículos escolares, planejamentos, práticas pedagógicas, avaliação e articulação das "ções didáticas de professores do ensino comum, de Educação Especial, pedagogos e a gestão escolar.
"O investimento na formação dos educadores se configura como uma postura ética da Secretaria de Educação na implementação de políticas públicas educacionais comprometidas com o desenvolvimento humano e na garantia do preconizado na Constituição Federativa do Brasil de 1988: o direito que todos têm de aprender, pesquisar e divulgar o pensamento", disse a coordenadora da CFAEE, Ana Lúcia Sodré.
A formação foi coordenada pela professora Ariadna Pereira Siqueira Effegen, doutoranda da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A pesquisadora busca investigar as possibilidades e desafios no envolvimento de alunos com deficiência intelectual e com transtornos globais do desenvolvimento nos currículos escolares, tomando as teorizações de Philippe Meirieu como seu teórico de base.

O pensador

Philippe Meirieu é um pesquisador interessado pelas questões da Ciência da Educação e da Pedagogia, tomando os processos de ensino e de aprendizagem como eixos de suas produções. No Brasil, publicou, por exemplo, “Aprender, sim, mas como?, “A Pedagogia entre o dizer e o fazer”, “Cotidiano da Escola e da Sala de Aula” e “Cartas a um jovem professor”, títulos que estão disponíveis nas bibliotecas das unidades municipais de Ensino de Vitória.
O autor argumenta que os professores precisam assumir o conhecimento como instrumento de trabalho, dominando os conteúdos a serem ensinados aos alunos e ações metodológicas para torná-los acessíveis aos estudantes. Diz que toda pessoa é capaz de aprender e que o papel social da escola é garantir que todos tenham direito de se apropriar dos conhecimentos historicamente acumulados.
"O pedagogo não pode ser nem um prático puro nem um teórico puro. Ele está entre os dois, ele é esse entremeio. O vínculo deve ser, ao mesmo tempo, permanente e irredutível, pois o fosso entre a teoria e a prática não pode subsistir. É esse corte que permite a produção pedagógica", disse Philippe em um de seus livros.

Elizabeth Nader
Aluno lendo livro em braille
Secretaria Municipal de Educação formula ações e trabalhos para garantir o acesso ao ensino a todos os alunos com deficiência
Cerca de 120 professores da Educação Especialparticiparam nesta segunda-feira (23) de uma formação que teve como objetivo potencializar práticas pedagógicas visando ao processo de inclusão escolar de alunos com deficiência intelectual e com transtornos globais do desenvolvimento.
O encontro aconteceu no auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Suzete Cuendet, em Maruípe, e foi viabilizado pela Secretaria Municipal de Educação (Seme), por meio da Coordenação de Formação e Acompanhamento à Educação Especial (CFAEE) e da Gerência de Formação e Desenvolvimento da Educação (GFDE).
A formação teve como finalidade discutir as contribuições teóricas do autor francês Philippe Meireiu na composição dos currículos escolares, planejamentos, práticas pedagógicas, avaliação e articulação das "ções didáticas de professores do ensino comum, de Educação Especial, pedagogos e a gestão escolar.
"O investimento na formação dos educadores se configura como uma postura ética da Secretaria de Educação na implementação de políticas públicas educacionais comprometidas com o desenvolvimento humano e na garantia do preconizado na Constituição Federativa do Brasil de 1988: o direito que todos têm de aprender, pesquisar e divulgar o pensamento", disse a coordenadora da CFAEE, Ana Lúcia Sodré.
A formação foi coordenada pela professora Ariadna Pereira Siqueira Effegen, doutoranda da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A pesquisadora busca investigar as possibilidades e desafios no envolvimento de alunos com deficiência intelectual e com transtornos globais do desenvolvimento nos currículos escolares, tomando as teorizações de Philippe Meirieu como seu teórico de base.

O pensador

Philippe Meirieu é um pesquisador interessado pelas questões da Ciência da Educação e da Pedagogia, tomando os processos de ensino e de aprendizagem como eixos de suas produções. No Brasil, publicou, por exemplo, “Aprender, sim, mas como?, “A Pedagogia entre o dizer e o fazer”, “Cotidiano da Escola e da Sala de Aula” e “Cartas a um jovem professor”, títulos que estão disponíveis nas bibliotecas das unidades municipais de Ensino de Vitória.
O autor argumenta que os professores precisam assumir o conhecimento como instrumento de trabalho, dominando os conteúdos a serem ensinados aos alunos e ações metodológicas para torná-los acessíveis aos estudantes. Diz que toda pessoa é capaz de aprender e que o papel social da escola é garantir que todos tenham direito de se apropriar dos conhecimentos historicamente acumulados.
"O pedagogo não pode ser nem um prático puro nem um teórico puro. Ele está entre os dois, ele é esse entremeio. O vínculo deve ser, ao mesmo tempo, permanente e irredutível, pois o fosso entre a teoria e a prática não pode subsistir. É esse corte que permite a produção pedagógica", disse Philippe em um de seus livros.

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