quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

SEU OSWALDO PINTOR DE PAREDE. texto de Helena Machado

                    A vida do biografado é rica em solidariedade e nos remete aos seus feitos. Ele gostava da companhia dos humildes - Seu Antonio, sapateiro; Seu Fabiano, colono; seu grande amigo Jacó, varredor de rua; Seu Oswaldo, pintor de parede e muitos outros...Este último, Seu Oswaldo, costumava trabalhar para a família. Certa tarde, vendo o Gildo sentado no banco da pracinha, como de costume, o abordou em desespero dizendo que estava com câncer na garganta. Chorando, disse que não tinha ninguém por ele, sem família e sem condições de trabalhar. Gildo, emocionado, disse pra ele: "Vou tentar fazer tudo o que puder e se nada conseguir, eu vou sentar nesta calçada e ficar chorando com você". Gildo abrigou seu Oswaldo nas dependências do Lavauto, cuidou dele e não o deixava sentir dor. Tinha sempre uma injeção à mão, prescrita por médicos. Quando ia ao Sitio, o levava junto. O tempo passou e Seu Oswaldo piorando. Gildo percebendo que o fim se aproximava, decidiu casá-lo com a irmã de sua colona, Dona Nadir. Providenciou os papeis e foram para a cidade de Castelo, a mais próxima. Com isso, a pequena aposentadoria dele ficou para essa mulher muito pobre, que cuidava de uma criança órfã. Um tempo depois, apareceu em nossa casa o filho dele que morava em São Paulo. Veio agradecer ao Gildo ter cuidado de seu pai. 
Abraços fraternos,
Helena💕

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