Yuri Barichivich

Mulheres que receberam o Botão do Pânico poderão fazer tratamento dentário para corrigir possíveis danos causados pela violência doméstica
Com o objetivo de devolver a autoestima das mulheres vítimas de violência doméstica que tenham sofrido danos na região bucal, 10 moradoras de Vitória que receberam oBotão do Pânico serão beneficiadas com tratamento dentário gratuito, oferecido pelo projeto "Apolônias do Bem".
Criado em São Paulo, o projeto é uma realização da Turma Dentistas do Bem (TdB), em parceria com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e o plano Amil Dental. O Espírito Santo será o terceiro estado a receber o projeto, depois de São Paulo e Rio de Janeiro.
De acordo com a dentista capixaba e representante do TdB no Espírito Santo, Marlei Bonella Zorzal, o trabalho poderá beneficiar mais mulheres. "A parceria com o Tribunal de Justiça já foi assinada e estamos acertando os últimos detalhes para dar início aos atendimentos. Nossa expectativa é que, futuramente, mais mulheres sejam assistidas pelo projeto", revelou.
O local onde acontecerão os atendimentos ainda está sendo estudado. A coordenadora da Coordenação de Atendimento às Vítimas de Violência e Discriminação (Cavvid), Lorena Padilha, destaca a importância da iniciativa. "A região da face é uma das mais atingidas pelos agressores, comprometendo, entre outras coisas, o sorriso e a saúde bucal da vítima. Além de elevar a autoestima, o tratamento vai proporcionar mais qualidade de vida para essas mulheres", disse.
Isolamento
Isso porque, segundo Padilha, é grande o número de mulheres que se isolam por causa dos danos causados pela agressão física. "Percebe-se que as mulheres vítimas de qualquer tipo de violência física tentam esconder os hematomas, sinais da agressão, ou até mesmo se esquivam da aparição pública. Imagine esse quadro para os danos causados na região da boca, que, em grande maioria, não se consegue esconder", ressalta.
O projeto Apolônias do Bem recebeu esse nome em homenagem a Apolônia, uma personagem histórica que viveu em Alexandria, no Egito, e morreu no ano 249, após ser presa, espancada e ter seus dentes quebrados e arrancados.
Botão do Pânico
Yuri Barichivich

Patrulha Maria da Penha se dirige ao local em que a mulher agredida aciona o dispositivo
Implantado em abril de 2013, o projeto Botão do Pânico prevê a disponibilização do equipamento para mulheres vítimas de violência doméstica na capital. Inicialmente, foram distribuídos 100 dispositivos para mulheres que se encontram sob medida protetiva.
A seleção dessas mulheres foi feita pela 11ª Vara Especializada em Violência Doméstica e pela Cavvid. Para receber o dispositivo, elas passaram por uma triagem, sendo selecionadas aquelas que se encontram em situação de risco, ou seja, que os agressores não cumprem a medida protetiva.
Desde quando foi implantado, o botão foi acionado cinco vezes. Todas as vezes, a Patrulha Maria da Penha chegou ao local entre três e nove minutos após o acionamento. O projeto é uma parceria da Prefeitura de Vitória com o Tribunal de Justiça e o Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP).
Com edição de Matheus Thebaldi
Informações à imprensa:
Patrícia Arruda (pasantana@vitoria.es.gov.br)
Tel(s).: 3382-5442 / 98818-4526
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