Diego Alves
Jogos, música e atividades esportivas e recreativas marcaram a abertura oficial das ações do programa ProJovem Adolescente, nesta segunda-feira (17). O local escolhido para acolher os adolescentes de todos os coletivos da cidade foi o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Infantojuvenil (CapsADI).
A coordenadora administrativo do ProJovem, Charlene Zanoni, explica que o CapsADI se tornou a melhor escolha pela localidade - ele funciona em São Pedro - e pelo espaço físico que oferece, com quadra poliesportiva, ampla área de convívio, além de salas internas que podem ser aproveitadas para atividades recreativas, como jogos de tabuleiro, videogame e outras.
"Eles sempre pedem mais atividades físicas e, aqui, podemos atender todos os adolescentes da cidade, não por região, mas todos juntos. É uma forma de integrar adolescentes e jovens que moram, inclusive, em áreas em conflito. É o momento em que eles podem se conhecer em um ambiente sem qualquer tipo de rivalidade e criar laços de amizade que em outros locais talvez não fosse possível", afirma.
O adolescente Daniel Lima Simões, 17 anos, entrou há uma semana no Projovem e aprovou a iniciativa. Ele e outros colegas aproveitaram o evento para praticar o grafite. "Estou achando muito legais essas atividades. Antes não podia participar por causa dos meus horários de estudo e trabalho. Mas agora que posso, vou participar sempre", conta.
Já Álvaro Trindade, 15, participa há três anos do projeto e conta que foi no Projovem que aprendeu a grafitar. "As pessoas aqui mandam bem no grafite, estou gostando muito".
A adolescente Kalyana Setubal de Souza, 16 anos, divertiu-se com as amigas na queimada e afirma que vai continuar no programa do qual faz parte há uma semana. "Estou gostando de conhecer pessoas diferentes, de outros bairros. Espero que continue tudo tão bom como está hoje", afirma.
Prevenção
A coordenadora do ProJovem Adolescente também destaca que, ao realizar as atividades no CapsADI, a equipe acaba trabalhando questões como a prevenção ao uso das drogas entre os adolescentes, além de divulgar o serviço. "Os adolescentes aprendem como o CapsADI funciona e tornam-se multiplicadores dessa informação. Com isso, eles podem até ajudar um colega que esteja passando por esse problema, ao indicar ou informar sobre esse serviço", explica Charlene.
A coordenadora do CapsADI, Luciléia Eller, destaca que a visita do ProJovem ajuda na reinserção social dos adolescentes em tratamento. "Como eles têm a mesma idade, gostam das mesmas coisas, acabam interagindo facilmente. O esporte, a diversão sadia, a criação de novas amizades acabam substituindo os efeitos da droga no organismo. Essas atividades também têm uma característica terapêutica para essas adolescentes e jovens", explica.
Com edição de Matheus Thebaldi
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