O programa é inovador é tem objetivo de garantir os direitos de crianças e adolescentes em risco social em um seio familiar. O programa foi implantado no município pela Lei 419/2012 e hoje já atende quatro crianças.
Segundo a coordenadora do programa, a assistente social Elisamelia Gardelotto, uma família é considerada acolhedora quando, voluntariamente, tem a função de acolher em seu espaço familiar a criança e adolescente em situação de risco pessoal ou social. “Crianças ou adolescentes que estão vivenciando essa situação são afastadas do seu meio familiar e comunitário de origem, por meio de decisão judicial, para serem protegidas”, disse.
As famílias interessadas devem procurar o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) para se cadastrarem. Uma equipe de profissionais multidisciplinares investiga a situação dessa família para verificar se tem perfil para receber uma criança ou adolescente. As famílias cadastradas e que estiverem de acordo com o perfil exigido passam por uma avaliação socioeconômica e poderão receber auxílio financeiro.
De acordo com o Creas, para se cadastrar no programa a família deve cumprir alguns requisitos: ter entre 25 e 60 anos, residir no município há pelo menos dois anos e não ter pendência na justiça.
Conforme Garbelotto, as famílias cadastradas são capacitadas para cuidar destas crianças que passam a residir junto à família que acolhe. “Não é um sistema de adoção, as famílias passam apenas a cuidar das crianças/adolescentes como fossem seus membros por um período de até dois anos,” disse.
O programa evita que crianças e adolescentes sejam encaminhados para centros ou abrigos de proteção.
Serviço. Famílias interessadas devem procurar o Creas – avenida Getúlio Vargas – Centro – Tel.: (27) 3269-2267.

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