segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Museu do Negro em Vitória oferece 164 vagas para oficinas de teatro, dança e música


Publicada em 02/02/2015, às 15h19

Fernanda Neves Gomes
Felipe Araújo em apresentação com seus alunos da oficina de violão na Estação Porto
Moradores podem participar de oficina de violão no Mucane
Para quem tem interesse em participar de aulas de dança, teatro, música e contação de histórias, mas não sabia por onde começar, agora tem uma ótima oportunidade. Entre esta terça-feira (3) e o dia 13 (sexta-feira), acontecem as inscrições para as oficinas do Museu Capixaba do Negro "Veronica da Pas" (Mucane), no Centro.
Serão oferecidas 164 vagas, distribuídas em nove oficinas. As aulas começam a partir do dia 23 de fevereiro.
Oficina de Teatro
Descrição: Desenvolver princípios gerais do fazer teatral com ênfase na interpretação, trabalho corporal e vocal.
Número de vagas: 10
Dias e horários: quartas-feiras, das 14h30 às 16h30. Período das aulas: 23 de fevereiro a 31 de julho de 2015.
Oficina de Danças Populares
Descrição: Iniciação ao aprendizado da expressão cultural brasileira.
Número de vagas: 10
Dias e horários: segundas-feiras, das 16 às 18 horas. Período das aulas: 23 de fevereiro a 31 de julho de 2015.
Oficina de Dança Afro
Descrição: Iniciação ao aprendizado da expressão cultural afrobrasileira.
Número de vagas: 20
Dias e horários: quartas-feiras, das 19 às 21 horas. Período das aulas: 25 de fevereiro a 31 de julho de 2015.
Oficina de Dança Contemporânea
Descrição: Iniciação ao aprendizado da expressão cultural contemporânea brasileira.
Número de vagas: 20
Dias e horários: segundas-feiras, das 18h30 às 20 horas. Período das aulas: 23 de fevereiro a 31 de julho de 2015.

Oficina de Violão
Descrição: prática e teoria básica, formação de acorde, escala e ritmos.
Número de vagas: 20
Dias e horários: terças-feiras e sextas-feiras, das 16 às 17 horas. Período das aulas: 24 de fevereiro a 31 de julho.
Oficina de Contação de História
Descrição: Prática da contação de história ao mundo encantado infantil com ênfase no autoconhecimento da literatura.
Número de vagas: 20
Dias e horários: quartas-feiras, das 17 às 19 horas. Período das aulas: 25 de fevereiro a 31 de julho de 2015.
Oficina de Cavaquinho/Percussão
Descrição: Propiciar aos alunos uma significativa aprendizagem por meio da música popular brasileira para a completa compreensão do instrumento.
Número de vagas: 30
Dias e horários: quartas-feiras, das 14 às 16 horas e das 18 às 20 horas. Período das aulas: 25 de fevereiro a 31 de julho de 2015.
Oficina de Contrabaixo Elétrico
Descrição: Prática de teoria básica, formação de acorde, escala e ritmos.
Número de Vagas: 10
Dias e horários: terças-feiras, das 14 às 15 horas. Período das aulas: 24 de fevereiro a 31 de julho de 2015.
Oficina de Canto
Descrição: Abordagens de vários estilos da música popular, ginástica fonorrespiratória, técnica para voz cantada e falada, expressão corporal e repertório, formação de grupo vocal.
Número de Vagas: 24
Dias e horários: segundas-feiras, das 16 às 18 horas; quartas-feiras, das 16 às 19 horas; e quintas-feiras, das 15 às 17 horas.

Inscrições

Andre Sobral
Interior da MUCANE
Aulas vão começar no dia 23 de fevereiro e vão acontecer no próprio Mucane
Os interessados em participar das oficinas devem procurar a coordenação do Mucane, de segunda a sexta, das 9 às 17 horas, com uma foto 3x4 e uma cópia de um documento com foto, além de preencher uma ficha de inscrição disponível no próprio local. Serão aceitas até duas inscrições por candidato, desde que haja compatibilidade de horário.
Para participar do processo seletivo, o candidato deverá atender aos seguintes pré-requisitos:
  • Ter idade mínima de 12 anos completos no ato da matrícula.
  • Ter idade mínima de 16 anos e autorização dos pais ou responsável para os cursos noturnos.
  • Ter entre 13 e 16 anos para as aulas de teatro.
  • Ter idade mínima de 18 anos para as aulas de danças contemporâneas.
  • Ter idade entre 20 e 60 anos para as aulas de canto.

Seleção

A única oficina que terá processo seletivo será a de canto. A seleção será feita por uma comissão examinadora, no dia 19 de fevereiro, a partir das 15 horas, no Mucane. As vagas para as outras oficinas serão preenchidas por ordem de seleção. Outras informações pelo telefone (27) 3222-4560.

Informações à imprensa:

Leonardo Vais da Silva (lvsilva@vitoria.es.gov.br) | Tel(s).: 3132-8354/ 98818-4490
Com edição de Matheus Thebaldi


Missa e benção da uva durante festa em São Bento de Urânia, Alfredo Chaves



A tradicional missa com benção da fruta ocorre no domingo (08), às 09h e faz parte da programação da 51ª Festa da Uva e do Vinho de São Bento de Urânia, no interior de Alfredo Chaves. Durante a celebração a comunidade agradece mais um ano de colheita.

Nesse dia, após a missa, conforme a tradição na região, as frutas serão expostas à venda após serem bentas pelo celebrante. O ritual acontece todos os anos e se inclui na programação da festa. “Depois de bentas, as uvas podem ser vendidas aos visitantes”, destacou Gilmar Peterle, presidente da Associação de Moradores e Produtores do distrito.
Como acontece todos os anos, haverá durante os dois dias shows musicais, sorteios, concursos e desfile de microtratores.


Dirceu Cetto
Secretaria de Comunicação Social
Tel.: (27) 3269-2724 / 98892-6411

51ª Festa da Uva e do Vinho, São Bento de Urânia, Alfredo Chaves



A comunidade de São Bento de Urânia, no interior de Alfredo Chaves, já está se preparando para promover a tradicional Festa da Uva e do Vinho. Os moradores estão envolvidos nos últimos preparativos. Este ano, na sua 51ª edição, o evento vai realizar, além do concurso para escolher o melhor vinho, desfile de microtratores e shows com Musical Prateado e Mania Sertaneja. A festa ocorre nos dia 07 e 08 de fevereiro e é considerada uma das melhores das montanhas capixabas.

A organização do evento é realizada pela Associação de Produtores Rurais da comunidade e pela prefeitura de Alfredo Chaves. A expectativa, segundo os organizadores, é comercializar mais de cinco toneladas da fruta durante os dias festivos. Diversos produtos derivados da fruta, como geléia e vinho, serão comercializados durante o fim de semana.
De acordo com o prefeito, Roberto Fiorin será mais uma vez uma grande festa, que objetiva agradecer a colheita da fruta e preservar a cultura local. “Iremos comemorar 51 anos da festa com muita animação, em um clima familiar e com muitas atividades, valorizando a nossa cultura”, disse.

Durante os festejos haverá também apresentações culturais, shows e palestras técnicas para os produtores de uva e vinho. Os sítios produtores de uva abrem as porteiras para receber visitantes, que podem conhecer o cultivo, degustar a fruta e comprá-la diretamente do pé.
A comunidade de São Bento de Urânia fica a 41 km da sede e é um dos maiores produtores de uva do município. Uma semana antes do evento a Secretaria Municipal de Agricultura e o Incaper realizam visita técnica nos sítios produtores da fruta, com objetivo de orientar os produtores, classificar as propriedades e avaliar os frutos.

Serviço - Como chegar? Pela BR 262 o acesso é por Victor Hugo, na altura do Km 71, depois seguir uma estrada asfaltada num percurso de 11 km até a festa. Também há opção pelo Posto do Café, altura do Km 60. Já quem vem por Alfredo Chaves é seguir sentido Matilde, passando por Carolina. Até Matilde a estrada é asfaltada, o restante é de chão, mas em boas condições.

Programação:
Dia 07 - sábado
12h: Torneio de bocha
14h: Concurso de Vinho - Degustação e classificação dos vinho inscritos
17h: Tradicional desfile de microtratores
17h30min: Torneio de mora
20h: Apresentação com a banda Mania de Vanera
21h30min: Show com Musical Prateado
02h: Dj Fabrício Torres

Dia 08 - domingo
10h: Santa missa
11h30min: Benção da uva e dos produtos da exposição
12h: Premiação do concurso de uva e vinho e dos viticultores
13h: Apresentação do grupo de dança Picolli Granelli
14h: Moda de viola – Mania Sertaneja
17h: Sorteio beneficente – 02 motos  CRF 230
17h30min- Show com Johnny e Cristiano
19h: Show de encerramento com Mania Sertaneja


Dirceu Cetto
Secretaria de Comunicação Social
Tel.: (27) 3269-2724 / 98892-6411


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Viajar cura ignorância (3)

10-12-2010 A Gazeta
Na sacola de algodão carreguei comigo todos os dias que estive em La Paz o livro de José Maria Rabêlo e Maria Theresa Rabêlo, "Diáspora - os longos caminhos do exílio", onde relatam o tempo de exílio na Bolívia, no ano de 1964. O objetivo era descobrir o ambiente de duas fotografias. A primeira era a cena do desfile no dia da Independência Boliviana, 6 de agosto. A segunda, o local onde viveram numa casa ao lado da embaixada brasileira. Bati pernas pelas ladeiras de La Paz na busca dos locais.

Alguém pode estar pensando ou mesmo querendo me perguntar: mas afinal, qual é o teu interesse em registrar em fotografias fatos que estão no passado? É fácil responder. O meu objetivo é o de marcar e registrar um tempo que muita gente não imagina o que foi. 

Falo do tempo do duro e do sofrido exílio em que milhares de brasileiros tiveram de deixar as suas casas no Brasil. Tem também o exílio interno que vivemos. Um registro sentimental de uma brava gente que para sobreviver em liberdade teve de deixar o Brasil. Uma gente que não se curvou.

Como La Paz mudou muito de 1964 para cá, em função direta da intensa e desordenada urbanização, tive de recorrer a pessoas da terra. Numa visita ao casal de sociólogos Eduardo Paz Rada e Vick, eles me indicaram a localização da embaixada em 1964. Fui e registrei, mas o local está bem mudado, com novas construções. As fotos foram feitas. O José Maria e a Theresa vão dizer se o local da residência está correto.

A segunda fotografia registra um desfile de 6 de agosto, quando se comemora a Independência da Bolívia. Aqui tive sorte, mas também me valeu a forma como procedo durante as minhas viagens, procuro o diferente, eventos que não estão nos roteiros do turismo tradicional. Andando pelo bairro Sopocachi, no centro de La Paz, me chamou a atenção uma faixa anunciando uma feira onde entidades iriam expor suas publicações. Era a troca de saberes, patrocinada pela ONU. 

Mais uma caminhada ladeira acima. Na sacola o livro do José Maria e da Maria Theresa. No estande da Câmara Legislativa Plurinacional da Bolívia, livros sobre o trabalho parlamentar e sobre a história boliviana. Como perguntar é dever do jornalista, fui logo incomodando. O bibliotecário Rolando Alvarez Lópes, ao ver a foto foi taxativo: é na Praça Murilo. Do lado esquerdo e parte da Catedral e no outro lado é a fachada do museu. 

No mesmo dia, na parte da tarde o destino foi a Praça Murilo. Lá estava o ambiente de 1964 registrado na foto do livro. Fui disparando a máquina e registrando. Imaginei a emoção dos exilados participando do desfile cívico numa terra estranha que os havia acolhido. Uma viagem que já completou 46 anos. 

Ao som de um instrumento de sopro fazia minhas fotografias. Em poucos segundos ouvi: senhor, a bandeira. Uma pessoa me chamava atenção para a solenidade em torno da bandeira boliviana. Percebi centenas de pessoas em silêncio e perfiladas, participando da solenidade. A minha atitude foi entrar no clima, mas logo em seguida concluí minha missão, estava na memória da máquina o registro e a homenagem aos brasileiros exilados. 

Nas três vezes em que estive na Bolívia compreendi, aprendi e entendi que realmente viajar cura ignorância...

Ronald Mansur é jornalista.

Viajar cura ignorância (2)


07/11/2010 - 


A GAZETA

Você tem consciência do que é estar longe da tua terra e ouvir falar de uma pessoa muito querida e com representatividade na sua vida? É uma situação quase que indescritível, uma sensação única de muita emoção concentrada. Pois é, eu vivi este momento na cidade de La Paz, Bolivia, no último dia 27 de outubro.
Vamos fazer uma viagem no tempo, vamos atrasar o nosso calendário em 46 anos, para chegarmos ao movimento militar e também civil que derrubou o presidente eleito João Goulart em 1964. Nesta época, muitos brasileiros tiveram como única opção, de sobrevivência financeira e de permanecer vivo, sair do Brasil.

Como este texto foi registrado nos dias em que estive na Bolívia, mais uma vez farei uso do texto de José Maria Rabelo e Theresa Rabelo, no livro "Diápora - Os longos caminhos do exílio". Por pressão do regime militar, o governo da Bolivia colocou guardas na república denominada e conhecida com o Solar dos Zezinhos, em espanhol, El Solar de los Pepitos, por ali residirem o José Maria, José Serra e Jose Neiva Moreira. Com este nome "se tornou conhecida, até mesmo dos policiais que nos espionavam a mando da embaixada".

A residência ficava por coincidência ao lado da Embaixada brasileira, que pressionou o governo boliviano a vigiá-los. Como tinham condições para impedir a vigilância, não ficaram parados esperando o que iria acontecer. O texto abaixo mostra a criatividade dos exilados.

- Posto o esquema a funcionar, logo estabelecemos uma convivência amigável com os dois policiais. Durante a noite, quando a temperatura em La Paz comumente chega a menos de zero grau, nós os convidávamos para entrar e dormir em nosso apartamento, oferecendo-lhes sempre um lanche reforçado. Em compensação e por iniciativa deles, passaram a informar-nos sobre tudo o que acontecia na embaixada, pois tinham contato permanente com os seguranças de lá..."

Neste tempo de exílio fazia parte do grupo o educador Paulo Freire, que na época tinha 43 anos de idade, teve problemas respiratórios nos primeiros dias em função da altitude de La Paz, 3.600 metros. Paulo Freire, por sua competência de educador, trabalhou no Ministério de Educação da Bolívia. É justamente sobre ele que fala o início deste texto.

Participando do Encontro Internacional de Educação Alternativa e Especial, o brasileiro Pedro Pontual, falou sobre Educação Popular e Paulo Freire. A platéia ficava em clímax ao ouvir citações de textos de Paulo Freire. Era o reconhecimento do trabalho de um brasileiro de verdade. Imaginei 1964, quando Freire já genial, convivendo com a população boliviana, sabia que não estava ensinando, estava trocando saberes. Aliás, essência do trabalho de Paulo Freire é que não ensinamos nada a ninguém, aprendemos como ela.

No último dia do encontro aconteceu em praça pública uma exposição de material didático de cada entidade participante. Na primeira barraca que visitei havia um imenso banner com a figura de Paulo Freire e uma frase de sua autoria, em espanhol, que traduzi: "Dizer que os homens são pessoas e como pessoas são livres e não fazer nada para conseguir concretamente que esta afirmação seja objetiva, é uma farsa". Lembrei que, no meu convite de casamento com Eliane, em l977, utilizei uma frase de Paulo Freire: só existe futuro na medida em que existir esperança. Viajar cura ignorância. Até a próxima...

Ronald Mansurb é jornalista.
E-mail: ronaldmansur@gmail.com

Viajar cura ignorância - 1

Viajar cura ignorância

A GAZETA - 29-10-2010

Ronald Mansur

Estou bem alto, a 3.600 metros de altitude, nos Andes, na Bolívia, e em La Paz. Oficialmente é primavera aqui, como no Brasil, mas a temperatura é baixa e quando vai chegando a noite, costuma soprar um vento frio e a temperatura cai bastante, chegando a zero grau. É a segunda vez que aqui venho, a cidade continua com seus milhares de vendedores em pontos fixos. Aqui também circulam milhares de táxis e vans, fazendo funcionar o transporte urbano. Ainda poucas motos.

Desta vez vim com dois objetivos. O primeiro está no livro "Diáspora - Os longos caminhos do exílio", de José Maria Rabelo e Theresa Rabelo, onde relatam o início do exílio iniciado em 1964 e na Bolívia. Os autores falam no Hotel Avenida como o local onde os exilados iam todos os dias saberem de notícias do Brasil e saber quem havia chegado e quem havia partido. Achei o hotel e o fotografei. Ainda não descobri a casa onde José Maria Rabelo montou uma república onde foi morador José Serra. Continuo procurando. A Bolívia acolheu bem os exilados brasileiros e Rabelo relata que participou do desfile oficial no dia 6 de agosto, data da independência nacional. O livro tem uma foto do desfile.

O segundo objetivo é um velho hábito que tenho quando saio do Espírito Santo: andar pelas ruas, ir às feiras livres e supermercados. Quando sobra tempo procuro saber se ocorreu imigração libanesa e suiça. Como aqui tem poucos supermercados, o jeito foi bater pernas e me fartar no monumental comércio de rua.

Na feira dominical realizada na parte central de La Paz qualquer pessoa que tenha bom gosto ao apreciar verdadeiras obras de arte, tem à sua disposição ótimas opções de compras a preços baixos. Os preços atraem, o real vale quatro bolivianos. Pena que o peso da bagagem aérea seja de 20 quilos por pessoa e um volume. Na feira reencontrei um artesão que faz miniaturas de animais da região andina: pato, lhama, gato, jacaré, tatu, coruja, sapo. Desta vez me animei e pedi o endereço para ir direto na produção, na Artesania Paja Pajita.

O artesão mora na cidade de El Alto, cidade colada em La Paz, com população de 800 mil habitantes e que tem uma feira aos sábados que vende de tudo. De posse do endereço lá fomos em busca do atelier. A primeira tentativa foi negativa, voltei prá casa frustrado. Os números das casas não seguem a ordem natural. No dia seguinte, nova tentativa.

Chegamos até a uma construção simples, mas que guarda um artista de primeira grandeza. Quem nos recebeu foi Rosário Paja, o seu pai não estava em casa, havia ido a sua aldeia de origem, que fica a sete horas por estradas precárias, para trabalhar no cultivo de batatas. A família há mais de 20 anos migrou para El Alto, onde nasceu a sua filha, que nos recebeu. Ela tem 22 anos.

Conversa vai conversa vem, Rosário falou de sua etnia aymara. Quando a família chegou, eles eram discriminados, como todas as demais etnias bolivianas. "Quando minha família veio, o espanhol era a língua que deveríamos falar. Por isto hoje apenas entendo o nosso idioma de forma oral", relatou. Sem perguntar e de maneira espontânea ela falou que "como o nosso presidente é um aymara, as coisas vão mudando".

Por isto que o título deste texto é Viajar cura ignorância, que roubei do agrônomo Arthur Chinelatto, numa palestra realizada há muitos anos em Guarapari. Bolívia, és muito mais do que falam de ti. Voltarei...

Ronald Mansur é jornalista. 

PREVISÃO DO TEMPO DE HOJE, DOMINGO, 1 DE FEVEREIRO, ATÉ 5, QUINTA FEIRA