Agricultores familiares de Divino de São Lourenço, 18 no total, vão participar nesta
quarta-feira (20) do curso de Processamento de Pescado. Todos têm criação de peixes
em poço escavado em suas propriedades e a capacitação será oferecida pelo Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com o apoio do Instituto Capixaba de
Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Eles vão aprender sobre as boas práticas de higiene na manipulação, conservação,
processamento e industrialização, destinação dos rejeitos do pescado, bem como
noções de análise de custo. Os mesmos agricultores já participaram do curso de Criação
de Peixe em Tanque Escavado, em abril, com noções básicas voltadas para este tipo de
criação.
As aulas teóricas serão sobre processamento e beneficiamento, abordando temas como,
despesca, abate, choque térmico, depuração do peixe, higiene no processamento e
diversas formas de aproveitamento do peixe. As aulas práticas irão envolver técnicas de
choque térmico e abate, visceramento e filetagem do peixe, produção de pururuca,
linguiça, hambúrguer, quibe, moqueca, pastel de peixe e outros subprodutos do pescado.
De acordo com o extensionista do Incaper, Ricardo Eugênio Pinheiro, o município de Divino
de São Lourenço tem características climáticas favoráveis, com água em grande
quantidade e qualidade para desenvolver a atividade, mas, apesar de ser uma
alternativa de renda para os agricultores, ela vem sendo desenvolvida como forma de
subsistência e de maneira bem simples.
Segundo o instrutor do Senar, Fabiano Giori, os criadores engordam o peixe in natura e
repassam para as processadoras, para que estas vendam por um preço mais alto, em
forma de subprodutos. “Nós vamos orientá-los para que eles mesmos processem o seu
pescado e vendam em forma de quibe, filé e linguiça, por exemplo, agregando
valor ao seu produto”, acrescenta.
Estes agricultores e criadores de peixes têm a pretensão de acessar os mercados de compra
direto da agricultura familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura
Familiar (PAA), Programa de Alimentação Escolar (PNAE) e o Feira Livre.
Fabiano Giori também ressaltou que, para legalizar as suas unidades de processamento
de abate, é preciso procurar pelos órgãos competentes, como o Incaper e as
secretarias municipais, para que afirmem a legalização das vendas.
Para se inscrever, o interessado deve comparecer ao local com o CPF. O material
usado será dividido entre os participantes e os subprodutos resultantes das práticas
também será revezado. Eles receberão um certificado ao final do curso.
Serviço:
22 a 24 de maio de 2015 Carga horária: 24 horas Horário: 08 às 17h Local: Divino São Lourenço Contato: (28) 3551-1139
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