Elizabeth Nader
Diariamente, o planeta recebe milhões de toneladas de lixo produzido pelo consumo cada vez maior de produtos bem variados, fazendo as cidades sofrerem diretamente com o descarte irregular dos resíduos. Porém, grande parte desse material pode ser reaproveitado. Há, inclusive, a possibilidade de gerar renda para famílias que passam a depender desse trabalho para sua subsistência.
Neste sábado (7), comemora-se o Dia Nacional do Catador de Material Reciclável. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os catadores são responsáveis pela coleta de 20% dos resíduos descartados no Brasil. São essenciais para a sustentabilidade do país e preservação do meio ambiente.
Segundo o secretário de Turismo, Trabalho e Renda de Vitória, Leonardo Krohling, somente em 2013 foram 967 toneladas de material reciclável comercializadas. Em especial, papelão, papel branco, jornal, revista, plástico, garrafas pet e pead, alumínio, sucata ferrosa, isopor e vidro.
Em Vitória, são duas associações: a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Vitória (Ascamare) e Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis da Ilha de Vitória (Amariv), que reúnem, juntas, 50 catadores. A renda média mensal chega a R$ 642 e pode chegar a R$ 724. Também são fornecidas cestas básicas para os associados e benefício do INSS.
Em média, são retiradas 160 toneladas por mês de lixo reciclável na capital, sendo que 130 toneladas são encaminhadas para associações de catadores.
Sustento e colaboração
Segundo a catadora de material reciclável Carla Alborges, 32 anos, o trabalho é fundamental para o sustento de sua família. Ela, que trabalha na Ascamare há três anos, destacou que o espaço é organizado. "Tenho três filhos que também dependem desta renda e não sei se teria outra oportunidade igual e com os direitos trabalhistas garantidos", destacou.
Há 11 anos trabalhando como catadora, Josemary Jesus Santos disse que o trabalho é difícil e que precisa da colaboração dos moradores. Ela explica que o correto é que as pessoas não misturem e separem o lixo seco e úmido, o que facilita o reaproveitamento. "Assim, nossa renda poderia ser ainda melhor e colaboramos para o meio ambiente", disse.
Parceria
As associações contam com aluguel dos galpões e estrutura para funcionamento. Segundo o secretário, a Prefeitura acompanha as ações, orienta os trabalhadores e oferece assistência técnica regular.
Para o segundo semestre deste ano, há planos de aquisição de novos equipamentos, como prensa, balança, picotadeira de papel e carrinhos de fardos com recursos captados junto a parceiros, como os governos estadual e federal.
Também há parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) com catadores em situação de rua para que sejam agregados às associações.
Com edição de Secom - Prefeitura de Vitória
Informações à imprensa:
Fabrício Faustini (fafaustini@vitoria.es.gov.br)
Tel(s).: 3382-6130 / 98889-5575
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