Lar Batista pode abrigar 24 meninas e adolescentes
Jovana Mazioli Saccani
Frequentar escolas e cursos técnicos do bairro em que vivem, assistir a celebrações religiosas, ir a shoppings, piscina, praia e a festas da comunidade, sempre acompanhadas de um educador social, e seguindo regras como às exigidas por qualquer família. É deste modo que vivem as meninas e adolescentes que moram no Lar Batista Albertine Meador, em Laranjeiras, na Serra, uma das entidades que mantém convênio assistencial com a Prefeitura, por meio da Secretaria de Ação Social (Semas).
Divulgação/PMS
Lar Batista pode abrigar 24 crianças e adolescentes do sexo feminino
“As nossas meninas estudam, passeiam, recebem amigos e podem estagiar e trabalhar em empresas de qualquer área que desejarem. Aqui nós tentamos ser para as nossas abrigadas o mais próximo de uma família comum, que também possui suas regras de convivência, tentando ensiná-las a caminhar com as próprias pernas”, explicou a assistente social do Lar Batista, Solange Alvarenga Oliveira.
Também conhecido por atuar na modalidade de atendimento Casa Lar, de acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o Lar Batista pode abrigar 24 crianças e adolescentes do sexo feminino e desenvolve suas atividades de acordo com a Política Nacional de Assistência Social – PNAS 2004, por se tratar de Proteção Social Especial de Alta Complexidade. Além disso, segue às orientações técnicas do Serviço de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes.
Atualmente, o Lar Batista conta com duas casas em funcionamento, sendo uma casa lar mirim, que acolhe no máximo 12 meninas de 0 a 11 anos e outra para adolescentes de 12 a 18 anos, também com capacidade para abrigar 12 meninas. Cada casa tem um educador social residente.
Lugar para morar
A Casa Lar já abrigou um bebê de três dias, que permaneceu no local por cinco meses até ser adotado. “As meninas permanecem nas casas lares até decisão judicial de reintegração familiar ou de encaminhamento para adoção. Fora isso, elas só saem daqui quando encontram um lugar para morar, depois de estarem trabalhando, com condições de se manterem sozinhas”, explicou a assistente social.
Atualmente, a Casa Lar abriga uma moça já de 20 anos que economizou, trabalhando nos últimos dois anos, dinheiro suficiente para iniciar este ano uma faculdade de Moda. Outra, de 18 anos, esta cursando o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e vai, no próximo ano, tentar o vestibular na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Outras duas, ainda, de 17 anos, ganharam uma bolsa de estudo para estudarem inglês em uma instituição privada, localizada em Vitória.
“A entidade trabalha com parcerias, buscando estágios para as adolescentes, ajudando-as a se prepararem para o mundo fora das paredes da Casa Lar, que é a vida em família que elas conhecem. Algumas ficam pouco tempo, quando são reintegradas às famílias, outras são adotadas, mas muitas ficam até a vida adulta, já que a adoção de crianças maiores é mais difícil”, explicou a assistênte social.
Divulgação/PMS
A Casa Lar abriga meninas de 0 a 18 anos
Indicadores
“O convênio firmado este ano com entidades parceiras do município, que são especialistas no acolhimento do público alvo do Serviço de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes, incluiu indicadores que foram construídos pela Semas com as próprias entidades. O principal objetivo é o de melhorar ainda mais o serviço prestado pelo município a crianças e adolescentes”, explicou a secretária de Ação Social, Rosalie Resende Có.
Segundo a secretária, a Prefeitura esta se preparando para estar mais próxima das entidades conveniadas para acompanhar, avaliar e monitorar a prestação de serviços nas 11 casas lares e abrigos para crianças e adolescentes existentes no município.
“Embora os nossos conveniados sejam ‘experts’ nesta área, atendendo bem a demanda do município, contamos com assistentes sociais que visitam todas as casas lares a abrigos com as quais firmamos convênio”, completou Rosalie Có.
Os serviços de ação continuada da Semas que beneficiam crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e população adulta de rua vão receber este ano R$ 12.908.307,96, sendo R$ 11.131.478,00 de recursos próprios da municipalidade. O repasse deste montante para a realização de projetos na área social é resultado da assinatura de uma série de convênios da Prefeitura com 19 entidades de assistência social ocorrido no dia 08 de janeiro último no gabinete do prefeito Audifax Barcelos.
Serviço de Acolhimento Institucional
O Serviço de Acolhimento Institucional é o acolhimento em diferentes tipos de equipamentos, destinado a famílias e/ou indivíduos com vínculos familiares rompidos ou fragilizados, a fim de garantir proteção integral. A organização do serviço deverá garantir privacidade, o respeito aos costumes, às tradições e à diversidade de: ciclos de vida, arranjos, raça/etnia, gênero e orientação sexual.
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