Após as fortes chuvas que caíram com força no município desde a última sexta-feira (20), várias barreiras e encostas estão prejudicando a passagem de rodovias e estradas
Fabricio Ribeiro
Comunicação Santa Maria de Jetibá
www.pmsjm.es.gov.br
Fim de semana debaixo de água em Santa Maria de Jetibá. Da sexta-feira (20) até a segunda (23) foram cerca de 400 mm de chuvas que deixaram mais de 500 pessoas desalojadas e 100 desabrigadas. A maioria está em casa de parentes e amigos e 18 estão sendo atendidas pela Prefeitura na escola de São Luis e no Ginásio Municipal. Não há vitimas fatais. Praticamente toda a população está afetada, direta ou indiretamente, e tal situação está gerando uma grande mobilização do Poder Público e de toda a sociedade.
A chuva causou estragos e prejuízos generalizados. Casa e comércios danificados, deslizamentos e barreiras em estradas por todo o município. Quedas de árvores, de poste e fiações. A cidade está sem abastecimento de água e o fornecimento de energia é irregular, assim como os serviços de telefone e internet.
Reunião do prefeito e secretariado
Nesta segunda-feira, às 16h, o prefeito se reúne com parte do seu secretariado para preencher o Formulário de Informações do Desastre (Fide) a ser encaminhado para a Defesa Civil Nacional. O documento vai detalhar e quantificar dados sobre a população e danos humanos, danos materiais e ambientais, em áreas residenciais, comerciais, agrícolas e outras, além da descrição das causas e dos efeitos do desastre.
A agricultura e a avicultura, bases da economia local, estão bastante impactadas, com lavouras destruídas e granjas atingidas.
O Fide é uma exigência da Defesa Civil Nacional para reconhecer a situação de emergência no município.
No sábado o prefeito Eduardo Stuhr decretou Estado de Emergência para agilizar os serviços e socorros necessários neste momento. O prazo é de até 180 dias.
Cerca de 200 pessoas estão mobilizadas sob a coordenação da Defesa Civil para atendimento de urgências e situações de risco em toda cidade. Doações de roupas, água, alimento podem ser feitas no Ginásio Municipal.
Pontos críticos de alagamentos
Os pontos mais críticos de fortes enxurradas e alagamentos são o centro, Vila Nova, São Luis, Alto Rio Possmoser, Garrafão, Alto Santa Maria, Córrego do Ouro, Alto São Sebastião, São Sebastião do Meio, Beira Rio. Todas as localidades estão na beira do Rio Santa Maria da Vitória ou de seus afluentes.
No bairro São Luis uma rua foi levada pela enxurrada. E em toda a cidade, incluído o interior, são cerca de 20 casas e comércios com as estruturas comprometidas, já identificadas pela Defesa Civil.
Deslizamentos e soterramentos
Ponto alto de preocupação são os deslizamentos que estão ocorrendo em todo município, em áreas urbanas e rurais. Uma das situações mais graves foi um deslizamento no bairro São Luis, que pode obstruir o rio. Há casas com trincamentos, principalmente na rua 25 de Julho e no morro do Ferro Velho do Bento.
No interior, em Rio Possmoser, um deslizamento derrubou 3 casas e deixou outras em risco.
Na manhã desta segunda-feira (23), na Serra do Gelo, uma casa foi totalmente soterrada por um deslizamento. Havia 9 pessoas, sendo duas crianças. Seis pessoas, incluída as crianças, conseguiram escapar. Três foram soterrados, mas resgatados por vizinhos e bombeiros e em seguida seguiram de ambulância até o pronto-socorro do Hospital Concórdia onde recebem atendimento, sem risco de morte, conforme as informações.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Romeu Berger, a situação só não é mais grave porque houve uma evacuação antecipada de cerca de 600 pessoas. Outra iniciativa preventiva foi o desassoreamento de rios e córregos que ajudou na vazão do grande volume de água.
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