18/12/2013 -
Além de ser uma opção de renda, o trabalho deu uma nova vida as mulheres de São Pedro Frio
A Agroindústria de São Pedro Frio está trabalhando muito para atender às entidades filantrópicas de Colatina. A microempresa rural funciona desde 2010, por meio de convênio de parceria entre o Governo federal, Prefeitura de Colatina e a Associação dos Produtores Rurais locais, viabilizado pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PPA).
O PPA, foi criado, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil e também para fortalecer a agricultura familiar. Para isso, utiliza de mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando os processos de agregação de valor à produção.
Situada numa área anexa à casa do presidente da Associação de Produtores, Fábio Armond, no Sítio Estância da Colina, produz bolo, pães e doces de frutas e emprega só mulheres desde que começou a funcionar. No primeiro ano eram nove mulheres, em 2011 aumentou para 24 e no ano passado foram 32.
Neste ano, também são 32 mulheres trabalhando, divididas em cinco grupos, de segunda a quinta-feira e também aos sábados. Cada uma trabalha apenas uma vez por semana, se revezando, para que outras tenham a mesma oportunidade. A jornada começa às 7 horas e termina às 16 horas, com uma hora de almoço. Como o tempo é pequeno elas levam marmita e só param no período de férias, de dezembro a fevereiro
Segundo o presidente da Associação, Fábio Armond, a produção diária de pães e bolos varia de 100 a 150 quilos cada, e a de doces são cerca de 20 quilos. Os bolos são de fubá, banana, aipim e batata doce; e os doces são de leite, mamão, banana e goiaba.
Ele explicou que também é feita diariamente a entrega de verduras e legumes como cenoura, beterraba, pepino, abóbora, batata doce, mandioca, abobrinha, milho verde, salsinha, feijão, manga, banana, entre outras.
“Todos são orgânicos, e produzidos na região, até alguns ingredientes das massas que são feitas aqui. Só usamos leite daqui. O ovo é de galinha caipira, e a produção daqui da região é muito boa. Além de usarmos na Agroindústria, nós também entregamos ovos nas entidades. Enfim, o que podemos valorizar quem vive aqui nós valorizamos”, relatou.
O trabalho é totalmente artesanal e é realizado em quatro compartimentos onde estão os únicos equipamentos utilizados, uma batedeira de bolo e um forno industrial, além de mobiliário de apoio. Elas usam uniforme branco e touquinha.
O transporte dos produtos para Colatina é feito todos os dias, a partir das 6 horas, em um carro que a Associação recebeu recentemente do convênio. Fábio explicou que a produção aumentou bastante em relação aos anos interiores. “Entre 2010 e o ano passado nós entregávamos a sete entidades e agora em 2013, são 16. Precisamos começar a entrega cedo para dar conta”, destacou.
A expectativa para 2014, ele adianta, é ainda manter a mesma produção, porque a empresa trabalhará ainda com o cronograma de 2013. “Entretanto, esperamos para 2015 uma produção maior. Em torno de 20%”.
Entusiasmo das mulheres
As mulheres são as mais entusiasmadas com o trabalho. Uma delas é Nilvânia, 38 anos, casada com Fábio, que destaca a sua alegria em fazer parte do projeto. A Agroindústria tem um significado muito especial para ela, que vai além de apenas cumprir horário e receber pelo que faz.
“É bom não só para mim, mas tenho certeza que para todas as que participam. A gente não tinha renda nenhuma. Para mim, por exemplo, era só colher café uma vez por ano e pronto. E agora eu trabalho todos os dias, com todos os grupos, porque faço acompanhamento do projeto. Meu dia é quinta-feira, mas fico com os outros também porque participo desde 2010”, explica.
Nilvânia contou que depois de todas as despesas pagas, ainda dá para cada uma receber cerca de R$ 300 por mês. “Cheguei a comprar algumas coisas para casa, mas o maior gasto é comigo mesma. Compro roupa, sapatos, perfumes. Mas tem mulheres aqui que já no primeiro ano compraram fogão, máquina de lavar, churrasqueira elétrica, enfim, vários utensílios domésticos”.
Luzimar Raimundo Macedo, 52 anos, outra que faz parte do primeiro grupo que começou, disse que para ela, trabalhar ali, faz uma grande diferença em sua vida porque não fica só em casa, além de proporcionar uma renda extra. Ela traduz em palavras o sorriso e o olhar de alegria que demonstra estar trabalhando.
“Além de distrair a gente, pois em casa somos apenas em três pessoas, a saúde também melhora. É um aprendizado. E a gente volta para casa feliz. Todo mundo daqui gosta. Eu gostaria de trabalhar aqui todos os dias. Se isso acontecer, com o aumento da produção, eu vou adorar”, afirmou.
A Agroindústria está com muitos planos, entre eles, fazer receitas diferentes, principalmente de aproveitamento da casca da banana e de banana verde. Uma colega vai levar uma receita de pão de banana verde que “dá água na boca”, e elas estão na expectativa de fazer um curso para aproveitamento da casca da banana.
Na sexta-feira não há trabalho. Tudo fica limpo na quinta-feira, para que a turma do sábado, que não pode participar durante a semana, trabalhe, de 7 às 16 horas. O orgulho de todos está estampado em seus rostos. E é só um: serem capazes de produzir os próprios produtos que consomem. No sistema de cooperação um ajuda o outro. Compram uns dos outros, o que precisam em casa. Assim todos ganham. É o espírito da ajuda mútua. Do viver bem e feliz.
O PPA, foi criado, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil e também para fortalecer a agricultura familiar. Para isso, utiliza de mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando os processos de agregação de valor à produção.
Situada numa área anexa à casa do presidente da Associação de Produtores, Fábio Armond, no Sítio Estância da Colina, produz bolo, pães e doces de frutas e emprega só mulheres desde que começou a funcionar. No primeiro ano eram nove mulheres, em 2011 aumentou para 24 e no ano passado foram 32.
Neste ano, também são 32 mulheres trabalhando, divididas em cinco grupos, de segunda a quinta-feira e também aos sábados. Cada uma trabalha apenas uma vez por semana, se revezando, para que outras tenham a mesma oportunidade. A jornada começa às 7 horas e termina às 16 horas, com uma hora de almoço. Como o tempo é pequeno elas levam marmita e só param no período de férias, de dezembro a fevereiro
Segundo o presidente da Associação, Fábio Armond, a produção diária de pães e bolos varia de 100 a 150 quilos cada, e a de doces são cerca de 20 quilos. Os bolos são de fubá, banana, aipim e batata doce; e os doces são de leite, mamão, banana e goiaba.
Ele explicou que também é feita diariamente a entrega de verduras e legumes como cenoura, beterraba, pepino, abóbora, batata doce, mandioca, abobrinha, milho verde, salsinha, feijão, manga, banana, entre outras.
“Todos são orgânicos, e produzidos na região, até alguns ingredientes das massas que são feitas aqui. Só usamos leite daqui. O ovo é de galinha caipira, e a produção daqui da região é muito boa. Além de usarmos na Agroindústria, nós também entregamos ovos nas entidades. Enfim, o que podemos valorizar quem vive aqui nós valorizamos”, relatou.
O trabalho é totalmente artesanal e é realizado em quatro compartimentos onde estão os únicos equipamentos utilizados, uma batedeira de bolo e um forno industrial, além de mobiliário de apoio. Elas usam uniforme branco e touquinha.
O transporte dos produtos para Colatina é feito todos os dias, a partir das 6 horas, em um carro que a Associação recebeu recentemente do convênio. Fábio explicou que a produção aumentou bastante em relação aos anos interiores. “Entre 2010 e o ano passado nós entregávamos a sete entidades e agora em 2013, são 16. Precisamos começar a entrega cedo para dar conta”, destacou.
A expectativa para 2014, ele adianta, é ainda manter a mesma produção, porque a empresa trabalhará ainda com o cronograma de 2013. “Entretanto, esperamos para 2015 uma produção maior. Em torno de 20%”.
Entusiasmo das mulheres
As mulheres são as mais entusiasmadas com o trabalho. Uma delas é Nilvânia, 38 anos, casada com Fábio, que destaca a sua alegria em fazer parte do projeto. A Agroindústria tem um significado muito especial para ela, que vai além de apenas cumprir horário e receber pelo que faz.
“É bom não só para mim, mas tenho certeza que para todas as que participam. A gente não tinha renda nenhuma. Para mim, por exemplo, era só colher café uma vez por ano e pronto. E agora eu trabalho todos os dias, com todos os grupos, porque faço acompanhamento do projeto. Meu dia é quinta-feira, mas fico com os outros também porque participo desde 2010”, explica.
Nilvânia contou que depois de todas as despesas pagas, ainda dá para cada uma receber cerca de R$ 300 por mês. “Cheguei a comprar algumas coisas para casa, mas o maior gasto é comigo mesma. Compro roupa, sapatos, perfumes. Mas tem mulheres aqui que já no primeiro ano compraram fogão, máquina de lavar, churrasqueira elétrica, enfim, vários utensílios domésticos”.
Luzimar Raimundo Macedo, 52 anos, outra que faz parte do primeiro grupo que começou, disse que para ela, trabalhar ali, faz uma grande diferença em sua vida porque não fica só em casa, além de proporcionar uma renda extra. Ela traduz em palavras o sorriso e o olhar de alegria que demonstra estar trabalhando.
“Além de distrair a gente, pois em casa somos apenas em três pessoas, a saúde também melhora. É um aprendizado. E a gente volta para casa feliz. Todo mundo daqui gosta. Eu gostaria de trabalhar aqui todos os dias. Se isso acontecer, com o aumento da produção, eu vou adorar”, afirmou.
A Agroindústria está com muitos planos, entre eles, fazer receitas diferentes, principalmente de aproveitamento da casca da banana e de banana verde. Uma colega vai levar uma receita de pão de banana verde que “dá água na boca”, e elas estão na expectativa de fazer um curso para aproveitamento da casca da banana.
Na sexta-feira não há trabalho. Tudo fica limpo na quinta-feira, para que a turma do sábado, que não pode participar durante a semana, trabalhe, de 7 às 16 horas. O orgulho de todos está estampado em seus rostos. E é só um: serem capazes de produzir os próprios produtos que consomem. No sistema de cooperação um ajuda o outro. Compram uns dos outros, o que precisam em casa. Assim todos ganham. É o espírito da ajuda mútua. Do viver bem e feliz.
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