Além do Santuário de Anchieta, a cidade possui prédios e casarios seculares que ajudam a descrever a história e a cultura do povo anchietense e dos imigrantes que aportaram na cidade.
O município de Anchieta possui rica arquitetura que ajuda a contar sua história. Casarios, igrejas, santuário e outros monumentos narram a história e a cultura solidificada do povo anchietense.
Na sede do município é onde podemos encontrar grande parte dessas arquiteturas, muitas delas construídas no século XVI, como o imponente Santuário Nacional de São José de Anchieta. Além da igreja, o conjunto arquitetônico edificado pelos jesuítas é formado por museu, cela do santo e outros espaços que recebem devotos e turistas o ano inteiro.
Também na sede fica o famoso Colégio Maria Mattos, onde atualmente funciona a Escola Municipal Terezinha Godoy. O prédio hoje é alugado pela prefeitura e nele funcionou o tradicional colégio de meninas, filhas da elite capixaba da época. O espaço pertence às irmãs carmelitas.
Outra memória viva da história do município, com aproximadamente 250 anos de existência, é o Poço do Coimbra, uma fonte natural nas proximidades do morro onde fica a igreja de Nossa Senhora da Penha. Era de lá que vinha a água utilizada pelos moradores da cidade, antes de haver o abastecimento aos domicilio pela companhia de abastecimento.
Ainda na cidade, resistem ao tempo casas e prédios seculares. Por exemplo, o velho Casarão de Quarentena que foi sede da Fazenda São Martinho, que serviu de alojamento para os imigrantes, desembarcados em Benevente. Os imigrantes ficavam de quarentena nesse casarão, sob observação, para curarem as doenças contraídas durante a longa viagem para o Brasil.
Conta-se também outra hipótese, que a quarentena servia ainda para as autoridades da vila verificar se eles estavam em boas condições de saúde a fim de seguirem viagem para as terras do vale do rio Benevente, onde construíram lavouras, formaram famílias e comunidades.
Várias casas e sobrados que formam o patrimônio histórico de Anchieta estão no centro da cidade ou no bairro Porto de Cima. Outro exemplo é o Centro Cultural, que antigamente era o Hotel Anchieta, construído por Dom Helvécio em 1940, com a finalidade de acolher, preferencialmente, famílias de alunas internas do Colégio Maria Mattos. O prédio foi adquirido na década de 50 pela família Bezerra e voltou a funcionar como hotel, hospedando governadores, juízes, promotores, coletores de impostos e viajantes.
Também não podemos esquecer da Casa da Cultura, no Porto de Cima. O espaço já sediou grandes solenidades, já foi sede da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. Hoje lá são expostos artefatos que retratam a história de Anchieta e região.
Fotos: REnan Alves e Arquivo PMA



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