Quando conheci o Gildo ele estava construindo um "mercadinho" em um terreno ao lado da loja Ricardo Elétron, próximo ao Banco do Brasil. Eram nove ou dez boxes. A finalidade era ter uma renda em alugueis mas, não foi o que vimos. O primeiro Box a ser ocupado foi por um sapateiro, Seu Antonio. Ele não tinha condições de arcar com aluguel e era o que Gildo menos importava. Ele fazia os consertos de nossos sapatos. Antigamente colocavam-se solas em sapatos. Os dois ficaram amigos e Gildo o presenteou com um terreno para ele construir sua casinha.
O segundo Box a ser ocupado era do Seu Castanheiras e sua mulher, Áurea Mota. Era uma banca de verduras, fresquinhas, que ele mesmo plantava e colhia em Vargem Alta. Ele pagava o aluguel em verduras e bom atendimento. Era espírita e amigo também. O terceiro Box era um açougue. Não sei a combinação mas, acredito que era nos moldes da quitanda. Sei que ele exigia bom tratamento. O açougue era famoso por servir bem. De certa feita havia muita gente aglomerada esperando a vez de ser atendido, inclusive uma cunhada. O açougueiro me viu chegar e me passou a frente de todos e foi uma grita geral, inclusive da minha cunhada. Não sabiam do trato.
O maior Box, com mais dois Boxes agregados, era um Bar e Restaurante. Tinha uma cozinheira preta, gorda que tinha ferida na perna. Era uma excelente cozinheira. Gildo dizia que uma boa cozinheira tinha que ter a tal ferida. Ela fazia o prato do dia e o outro cozinheiro, os pedidos A La Carte. O restaurante tinha muito movimento no verão porque as famílias iam para as praias e os maridos ficavam na cidade. No inicio de Fevereiro, a cozinheira saiu sem avisar. Eu estava de resguardo de uma semana. Meu bebê acabara de nascer de Cesariana. Gildo precisou de mim. Arranjou uma cadeira alta para a beira do fogão. Entregou-me o prato do dia - bife a milanesa com purê de batatas. Este foi o primeiro de muitos outros. O bife tinha que ocupar todo o prato - um exagero. Nesse primeiro dia fizemos mais de trinta pratos. O sucesso foi tão grande que ninguém mais queria comer A La Carte. E meu serviço aumentou. Eu tinha uma ajudante de nome Shirley, uma grande parceira. Cozinhamos até contratarem uma outra cozinheira.
Abraços fraternos,O maior Box, com mais dois Boxes agregados, era um Bar e Restaurante. Tinha uma cozinheira preta, gorda que tinha ferida na perna. Era uma excelente cozinheira. Gildo dizia que uma boa cozinheira tinha que ter a tal ferida. Ela fazia o prato do dia e o outro cozinheiro, os pedidos A La Carte. O restaurante tinha muito movimento no verão porque as famílias iam para as praias e os maridos ficavam na cidade. No inicio de Fevereiro, a cozinheira saiu sem avisar. Eu estava de resguardo de uma semana. Meu bebê acabara de nascer de Cesariana. Gildo precisou de mim. Arranjou uma cadeira alta para a beira do fogão. Entregou-me o prato do dia - bife a milanesa com purê de batatas. Este foi o primeiro de muitos outros. O bife tinha que ocupar todo o prato - um exagero. Nesse primeiro dia fizemos mais de trinta pratos. O sucesso foi tão grande que ninguém mais queria comer A La Carte. E meu serviço aumentou. Eu tinha uma ajudante de nome Shirley, uma grande parceira. Cozinhamos até contratarem uma outra cozinheira.
Helena
Nenhum comentário:
Postar um comentário